Até mais ver: RPG
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quarta-feira, outubro 26, 2016

O bom, o mal e o NPC

Celebrando o fato de que o Youtube finalmente rolou um acerto crítico com a sua lista de recomendações...


Coisas que eu realmente precisava ter aprendido naquele dia em que eu decidi aceitar esta missão que é ser mestre de RPG... Toda a disciplina, toda a responsabilidade, todos os benefícios inerentes de ser uma pessoa que tem de falar bastante... todas as horas de leitura necessárias para ter criado um rpg melhor... Todos estes anos perseguindo um sistema "ideal" para jogar...

Mas como quem vive de arrependimentos é... bom, talvez uma pessoa muito amargurada... vou tentar absorver o que for possível deste vídeo (me inscrever no canal também) e colocar na minha lista de 2017 que pelo menos algo grande em relação a RPG aqui para o blog... quisesse o bom Deus que fosse postar o conteúdo das nossas sessões aqui... certo, exagero meu... foi mal...

Até mais ver
mr. Poneis

Ps.: Função Lúdica > Função Narrativa > Função Social > Função Técnica > Função Hierárquica.

Ps.: De onde eu puxei a ideia do título: Avengers! Roll Initiave

Ps3.: Originalmente postado em DEZ-15-2016

Ps4.: Fixei para mim a deadline que a aventura solo do Itagiba sairia até o final do ano... se não sair nada até o sábado da semana 51... me xinga que eu mereço...

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Capítulo VIII - A outra metade

A princípio, após a tão esperada chegada ao castelo flutuante as coisas parecem calmas, apenas uma chuva constante recepciona nossos heróis. Morran utiliza-se de sua visão privilegiada e alerta a todos que o portão do castelo está aberto, então a caminhada em direção ao desconhecido começa. A marcha não é tão longa e logo todos estão sob a proteção do teto do castelo, a primor nossos viajantes se assustam com as dimensões do salão principal, a imagem é fúnebre, poucos castiçais iluminam o ambiente e no centro há uma grande estátua de um homem de expressão séria, vestes reais apoiado em um cetro. Scarlet diz que devem procurar por um amuleto que é o responsável pelo controle do castelo e seus misticismos, ela sugere a separação do grupo para cobrir todo o castelo e alerta para que ninguém entre na sala situada no topo da torre central do castelo. Desconfiado, Steve a questiona: 
Steve Maxpower – Como sabe de tudo isso?
O dragun mostra desconfiança nas palavras de Scarlet e alerta os demais:
               Raziel – Espere! Você sabe muito sobre este castelo.
A princesa olha-o com desdenho e quando se vira para continuar seu caminho é interrompida ao ser segurada no braço pelo meio dragão.
                Raziel – Explique!
               Scarlet – Eu não preciso explicar nada a você.
                Lister Storm – Mas vai explicar pra gente!
Após a afirmação de Lister Storm, todos se armam e cercam Scarlet aguardando sua ação. Ela então concorda e começa a explicar.
 Scarlet – Este castelo existe há muito tempo e já teve inúmeros comandos e raças. Em um passado distante foi dominado por uma feiticeira que lançou um feitiço para a proteção do castelo: “Todo rei ou rainha que perder o comando do castelo flutuante ficará preso em seus domínios e deve lutar para impedir que outro rei caia.”. Desde então o castelo trocou poucas vezes de governantes, mas cada vez que essa troca ocorre fica mais difícil de acontecer novamente. Geralmente o novo rei do castelo expulsa todos os habitantes e traz seus conterrâneos para sua nova moradia.
A princesa informa que os atuais moradores do castelo são vampiros, uma raça que se imaginava extinta. Ela conta que não basta eliminar o atual rei para controlar o castelo, o novo rei deve estar de posse do amuleto de Kiramui. Muitos reis ao perder o controle do castelo procuram o caminho do suicídio, não imaginado que é um ato em vão. 
A ganância de Steve Maxpower desperta e ele toma a frente do grupo.
 Steve Maxpower – Vamos encontrar logo este amuleto, quantos guerreiros eu terei que derrotar?
              Scarlet – Não é certo, mas temos dois caminhos para chegar ao amuleto.
Scarlet refere-se a duas escadarias de lados opostos, o grupo então decide que a melhor opção é se dividir, pois não sabem qual o caminho mais rápido ou fácil, se é que existe facilidade neste castelo. Para um dos lados vão Scarlet, Steve Maxpower, Morran e Mel, para o outro lado vão Lister Storm, Skalla, Shin Yugoth e Raziel, todos sem saber o que os aguarda.

A primeira impressão do grupo do Maxpower é que estão diante de um corredor vazio,  enquanto caminham a princesa pede atenção. Sussurros, alguns gemidos de dor e sofrimento e o eco fazem deste corredor iluminado a velas um ambiente bastante assustador, apenas uma porta ao seu final leva um pouco de calma aos guerreiros. Do mesmo modo encontra-se o corredor para onde foi Skalla e seu grupo. Assim que chegam frente à porta ela se abre revelando uma grande sala acinzentada, após a entrada a porta se fecha, ela não tem abertura pelo lado de dentro. Morran avista outra porta do lado oposto do salão cercada
por duas estatuetas de gárgulas, todos percebem também um odor diferente chegando, Maxpower afirma com desconfiança ser enxofre.  Ao caminhar em frente, são surpreendidos por um tremor, da boca das estatuetas começa a jorrar lava vulcânica formando uma grande poça frente à porta. O tremor cessa, mas a lava não para de cair, curiosamente a poça não aumenta seu tamanho, era como estar enchendo um grande buraco. Mel indaga os demais sobre como irão passar por aquela porta, o tremor volta desequilibrando os guerreiros.
                Morran – Olhem!
É quando surge da lava uma mão que se agarra ao chão fora poça e começa a se erguer, logo outros aparecem, suas formas são de guerreiros com a cabeça de cães e olhos de lava armados com uma espada larga e curva, serrilhada na parte de trás, no total aparecem quatro seres com aproximadamente 2,5 metros de altura. A primeira a tomar uma atitude é Mel que lança um enxame de abelhas de sua cartola na direção dos demônios, o que parece não surtir efeito, pois as abelhas acabam morrendo ao tocar a pele quente dos monstros.
                Mel – Acho que não serei útil nesta luta.
               Morran – Pode deixar comigo!

Morran toma a frente em um ato de pura coragem, mas sem nenhum aviso um dos cães salta em sua direção com a espada empunhada sobre sua cabeça, Morran afasta-se para trás no último momento antes de receber o golpe, o monstro crava a espada no chão, seria provavelmente um ataque fatal ao anão. Os demais demônios avançam e a batalha começa. Maxpower com sua espada em chamas troca golpes com dois deles, Morran aproveita a vantagem que seu tamanho lhe proporciona e ora esquiva dos golpes, ora defende-se com o martelo e por vezes também tenta atacar, ambos quando acertam percebem que ao ferir o corpo do inimigo escorre lava. O quarto demônio segue em direção à Scarlet que logo mostra sua força com ataques muito velozes, quase não se vê a movimentação da dama, o que se vê é o monstro girar e os ferimentos causados pelos golpes. Maxpower atravessa sua espada na altura do estomago de uma das feras e com um movimento quase acrobata ergue sua arma cortando-o ao meio e logo atingindo a espada do outro que vinha por trás, a luta de espadas  continua, o cabeludo recebe um corte no braço quando tentava um ataque à cabeça. O adversário do anão se prepara para outro ataque violento partindo com sua espada de cima para baixo, Morran percebe o movimento e desvia-se em diagonal, ele se vê abaixo do queixo, um dos únicos momentos que o monstro ficou vulnerável, o pequeno lança um ataque de baixo para cima atingindo e arrancando a cabeça do demônio. Scarlet elimina seu adversário com facilidade, com um movimento brilhante Steve arranca o braço que empunhava a espada, o cão ainda tenta ataques com o braço que sobrou, mas fica deveras vulnerável e não demora a ser cortado ao meio. 
Com os inimigos derrotados a lava para de cair da boca das estátuas e a poça frente à porta seca deixando o caminho livre para nossos aventureiros.
O grupo da mulher tigre chega à porta, mas diferente de seus companheiros a porta não se abre, ao invés uma proteção verde brilha protegendo-a. Raziel tenta atacá-la, mas nada acontece.
 Shin Yugoth – Magia só se derrota com magia, eu tenho a coisa certa, dizendo “Pirlimpimpim” nós abriremos esta proteção e a porta.
Shin Yugoth procura o artefato que descreveu por todo seu corpo, mas não encontra, é quando Lister Storm estica seu braço na direção da porta, em seu dedo um anel com formato de sol.
                Shin Yugoth – Ei, espere!
                Lister Storm – Pirlimpimpim!
Não adiantou o oriental tentar impedir o bobo. Inusitadamente Lister é lançado contra a porta, o anel se choca com o campo de força eliminando-o e o corpo Lister Storm arrebenta a porta. Ainda com o bobo ao chão Shin indaga:
               Shin Yugoth – Como você pegou este anel sem eu perceber?
               Lister Storm – Não sei do que está falando, achei este anel no vilarejo.
              Shin Yugoth – Bom, não importa, pelo que vejo você fará melhor uso dele mesmo.
                Lister Storm – Ei, não vão me ajudar?
Todos passam por Lister Storm e continuam a caminhar deixando o bobo no chão, apenas Aruk fica e oferece auxílio, Storm olha para o tigre desconfiado e com medo, mas se apoia no felino e se levanta.
A sala que se encontram não tem qualquer semelhança com a sala anterior, parece até que saíram do castelo e estão em um grande jardim, muito verde, céu azul, pássaros voando e cantando, flores de diversos tipos, cores e tamanhos, um unicórnio se alimentando da grama e um caminho de tijolos brancos adentrando ao paraíso, Aruk abre o caminho e leva os guerreiros à frente. Ao longe, três pequenos dragões repousam interrompendo a travessia, mas apesar das caras de poucos amigos eles aparentam não representar ameaça e pouco se importam com a presença dos desbravadores do castelo, Aruk passa imponente, Skalla vêm logo atrás, os demais passam um pouco mais tímidos, até mesmo Raziel sendo meio dragão teme uma batalha com seus semelhantes. Há alguns metros à frente um paredão de rochas parecendo não ter fim interrompe o caminho, o que parece ser uma porta de pedra com a imagem da cabeça de um dragão tem no lugar dos olhos e na boca um brilhante negro, Storm logo enche seu peito de orgulho e pede para os demais se afastarem para ele utilizar o anel, a cena é cômica, o bobo da corte se arrebenta ao ser arremessado contra a porta, Yugoth aproxima-se da porta e constata que a mesma não sofreu se quer um arranhão. Uma voz sai do meio da mata alertando-os:
               Voz – Vocês não vão abrir essa porta!
Nossos guerreiros se viram para a voz e avistam uma mulher com um arco em suas mãos, com os cabelos curtos, olhos pequenos e orientais ela salta de um galho se posicionando atrás dos demais.
Sarah – Meu nome é Sarah e estou aqui para impedir vocês.
Raziel – Você não precisa se machucar, abra essa porta!
A arqueira vai em direção ao dragun em uma grande velocidade e o atinge utilizando seu arco como arma lançando-o para longe, o tigre Aruk salta em ataque, mas com um movimento giratório também é golpeado pelo arco, nossa Atalanta ao ver seu amigo machucado vai para cima de Sarah que arma seu arco com uma flecha e sem demora atira na direção de Skalla, a flecha ao sair do arco ganha uma chama verde ao seu redor, Skalla consegue esquivar se jogando para o lado, a flecha atinge um tronco de árvore e logo começa a brotar uma planta cipó e envolvê-lo, o próximo alvo da Sarah é Shin Yugoth, a flecha atinge a mochila do bigodudo e logo os cipós o envolve deixando apenas a cabeça de fora, Sarah salta para cima do enrolado Shin e
prepara seu golpe fatal com seu arco na única parte à mostra, mas algo a faz parar ao olhar nos olhos do também oriental, Lister Storm não se importa com o momento e lança um golpe perfeito com sua bola de espinhos atingindo e ferindo-a gravemente, o bobo comemora com uma dança pra lá de esquisita. Logo após, ele vai até Yugoth para libertá-lo das amarras utilizando a outra ponta da corrente, Shin Yugoth revela ao sair de sua prisão que Sarah é na verdade sua irmã perdida, todos vão até a arqueira ferida.
               Shin Yugoth – Irmã? Precisamos abrir aquela porta.
               Sarah – Não sei do que está falando.
              Shin Yugoth – Você sabe sim, por isso não me matou. Vem com a gente.
               Raziel – Está maluco?! Ela nos atacou.
A mulher-tigre interrompe afirmando que Sarah pode acompanhá-los desde que abra a porta.
              Sarah – Não sou eu que abro a porta, para abri-la é necessário matar os dragões.
 Lister Storm – Todos os três? Nós podemos negociar, matamos esse meio dragão e em troca você abre a porta, ele é um príncipe!
Enquanto todos riem, Raziel o empurra resmungando da solução dada por Storm.
               Sarah – Não há alternativa.
Após isso, os heróis voltam pelo caminho de tijolos, Aruk está mancando e Raziel ferido. Logo eles voltam a avistar os dragões na mesma posição de antes. Shin ficou com Sarah.
Já em Armindra, a situação se agravou quando rente aos muros da cidade uma barreira de magia fecha a cidade em uma cúpula alaranjada, moradores, guardas reais e viajantes que tocaram no feitiço foram terrivelmente desintegrados sobrando apenas as vestes e armaduras.  Alguns moradores alertam os demais ao ver o feiticeiro Homerus a fazer seus feitiços na praça central para tentar eliminar a cúpula e logo se forma um circulo a sua volta.
No castelo, o grupo de Morran entra em um salão coberto por neve e gelo, sem cerimônias Altros surge do chão de gelo e se apresenta.
              Altros – Vocês não passarão daqui! Sou Altros, príncipe guardião do templo de Raz.
Altros tem barba e cabelo completamente brancos e curtos, veste uma roupa de guerreiro com um manto de príncipe, tudo em azul e branco, com músculos fortes à mostra e empunhando uma espada de gelo cheia de pontas.
Morran – E como protege o templo estando preso neste castelo?
 Altros – Não estou preso, aqui guardo um portal que se abriu após a vinda dos quatro santos, mas vocês já sabem disso, estão aqui para invadir o templo.

Ele está convencido que o objetivo do grupo é invadir o templo de Raz, e mesmo após todas as explicações nada mudou seu pensamento e o confronto é inevitável. Maxpower inflama sua espada e faz movimentos de apresentação, será um duelo interessante, gelo contra fogo. A iniciativa é do homem de gelo, ele segura sua espada com uma mão no cabo e a outra na lâmina e logo surge do chão um grande iglu prendendo o grupo de guerreiros, logo Morran abre uma passagem com seu martelo libertando os demais, porém Altros os esperava e quando a passagem se abriu ele apontou a espada contra os guerreiros fazendo-a aumentar e
atingir o anão, o ferimento no pequeno é grave, Mel lança um enxame de abelhas contra seu oponente, não são tão eficazes, as que não morrem
com o frio acabam apenas conseguindo incomodar Altros, Scarlet vai para o confronto corpo a corpo beneficiando-se de sua velocidade, mas para ao bater contra um muro de gelo, Altros se aproveita que a princesa fica no chão e corre até ela segurando seu braço e a congelando.
               Steve Maxpower – Parece que seremos só nós dois.
 Altros não recua e ataca Steve Maxpower com pregos de gelo que saem de sua mão, o cabeludo se protege acertando os pregos com sua espada, mas seu adversário muda sua tática e parte para cima de Steve que ainda se defende dos pregos, Altros busca agarrar Maxpower para então congelá-lo, só que ao perceber sua aproximação Maxpower salta em rodopio com sua espada empunhada, ele gira em alta velocidade formando a sua volta um arco de fogo cortante, o golpe não atinge Altros por muito pouco fazendo-o pular para trás, agora é o cabeludo que vai para cima do congelado, eles então iniciam um confronto de espadas e a cada encontro de suas armas um pequeno raio se forma entre as lâminas encantadas.
Na outra sala, Sarah está prestes a ficar sem forças.
               Shin Yugoth – O que posso fazer por você?
               Sarah – Mate-me logo e acabe com meu sofrimento!
              Shin Yugoth – Você deve estar delirando, não posso fazer isso.
A batalha com os dragões começa após Lister Storm arrancar um tijolo do caminho e lançá-lo, após acertar um dos dragões Lister aponta para Raziel incriminando-o. Raziel olha para o bobo com desdenho, sem dizer nada ele salta em direção aos dragões que revidam lançando rajadas de fogo, o meio dragão desvia dos ataques e acerta um forte golpe em um dos animais, os outros começam a pressionar o príncipe tentando mordidas, golpes com a calda e arranhões, Schalla entra na briga chicoteando, prendendo e arremessando outro contra uma árvore, Lister Storm também tenta ajudar e joga outro tijolo, desta vez ele acerta Raziel. A tigresa consegue prender um dragão pelo pescoço com seu chicote, ela salta por cima de um galho de árvore e puxa com força levantando o dragão do chão formando uma forca, o dragão começa a sufocar, suas garras não alcançam o chicote para cortá-lo, mas logo o chicote fica frouxo, Scalla olha para o dragão que está voando, ela então puxa derrubando-o violentamente, a atalanta pega sua adaga e crava no pescoço do animal atordoado,

enquanto o sangue jorra e a vida se esvai, Raziel duela em meio a chamas lançadas pelos demais, aproveitando-se da situação Lister Storm lança-se às costas de uma das feras que decola em voo e com rasantes tenta desequilibrar o bobo que, apesar da expressão de preocupado parece se divertir, agora Raziel está enfrentando de igual para igual o dragão que avança, o aventureiro desvia-se e agarra a calda do monstro que também tenta voar, mostrando sua força Raziel arremessa o dragão contra o chão e domina-o com um mata-leão, o dragão luta mas acaba morrendo sufocado. Do dragão sai uma pequena luz branca que fica flutuando por onde acontece a batalha. Storm enrola sua corrente no pescoço do outro dragão e aperta por um tempo sem efeito, depois ele desiste do estrangulamento e com sua bola de espinhos começa a bater na cabeça do animal, o dragão cai e agoniza esperando o golpe fatal de Storm que não falha, agora são duas pequenas luzes a flutuar, a terceira não demora a aparecer do adversário de Skalla, as três luzes começam a girar e vão na direção de Sarah, elas entram no corpo da arqueira e logo saem trazendo consigo uma luz negra, após isso Sarah é petrificada e as luzes vão na direção da porta, cada uma entra em um orifício e ganham um brilho intenso até que a porta sobe deixando o caminho livre para nossos guerreiros.

               Skalla – Vamos!
               Shin Yugoth – Não posso deixá-la.
               Lister Storm – É uma pedra! Venha, eu levo esta pequena pra você.
 Skalla – Ela não vai sair daí, vamos resolver nosso problema e depois voltamos buscá-la. Yugoth se é convencido pelos demais a seguir em frente.

Buscando um meio de acabar com o confronto Steve Maxpower ainda duela com Altros, Mel resolve ajudar e lança um enxame de abelhas mesmo sabendo que não teria grande efeito, as abelhas incomodam o guerreiro de gelo que para se defender abre um pequeno espaço entre Steve e ele e crava sua espada no chão fazendo subir uma nevasca que mata as abelhas e logo se torna uma parede de gelo, só que Maxpower foi mais rápido, Altros percebe que sua proteção está derretendo com a espada de Steve atravessada, ele segue seu olhar através da lâmina flamejada que termina cravada em sua barriga, Steve Maxpower não mostra piedade e inflama ainda mais sua espada fazendo com que uma rajada de fogo incendeie o corpo de Altros que, ainda preso pelo golpe não consegue escapar. Com uma chuva de cristais cintilantes a cobrir todo o cenário o gelo começa a desaparecer, Steve retira sua espada e Altros logo para de pegar fogo e também é petrificado e Scarlet é descongelada. A sala se torna uma sala comum deixando a impressão de que tudo era ilusão, uma escadaria logo a frente é o caminho dos guerreiros, mas Morran não consegue prosseguir e Mel se disponibiliza a ficar com o pequeno, então seguem Scarlet e Maxpower. 






quinta-feira, março 14, 2013

Conquistador dos 7 Mares

Bom, vamos ver se dessa vez o projeto de RPG, vinga... por hora esta é a tabela com as rolagens como eu queria explicar...
Apresentando desta forma o método para emular estes resultados é o combinado, no dado comum (D6) seis passa a valer zero e talvez seja bom esclarecer isto de novo: Rolar um seis e um dois não vai valer oito. Em todas as rolagens seis é o equivalente de zero.

Fica só uma ressalva para jogadores supersticiosos... a regra das probabilidades mais que me garante que por mais que se jogue um dado de seis lados, cada face, independentemente tem 1/6 de chances de sair. Mas como na velha estória do homem que vendia itens milagrosos existe um problema na disposição das faces do mesmo... 

Dado Padrão Dado Normal
[1 + 0 = 0]
[2 + 5 = 7]
[3 + 4 = 7]
[1 + 6 = 7]
[2 + 5 = 7]
[3 + 4 = 7]

O que acabava tornando o dado um obeto mágico, porque não importa quantas vezes você o joga-se, a soma da parte de cima e da parte de baixo é sempre 7.  Ou seja se os seus resultados estiverem zicados o problema é esse daí. 

Pode-se resolver jogando 2d6 e subtraindo 2 do resultado, parece mais auspicioso...

Nunca se leu tanta abobrinha por aqui... (eu acho)

Até mais ver
mr.poneis

ps.: post com a data modificada, por motivo não justificado data original do post 14/Mai/2013, que porventura viria a ser o aniversário do nosso membro esporádico Itagiba


sexta-feira, dezembro 21, 2012

A Prova de Balas


Deixa ver, já é meu terceiro post hoje... Férias realmente são uma sensação muito bacana... 

Coloquei toda uma coletânea de Red Hot Chili Peppers no Player, então espero encontrar na letra algo interessante para colocar de título antes de eu terminar este post...

#01 - Já que este é um daqueles posts pra escrever de tudo e não fazer sentido algum, comecemos por  tratar de um tópico interessante ao estado do blog... Sou só eu, ou todos aqueles e-mails com spams incomodam pacas? Minha idéia é fechar os comentários para anônimos  ou pelo menos fechar os comentários de todos os posts com pelo menos 30 dias de idade... O blogger já faz um favorzão filtrando vários comentários e tudo mais, mas convenhamos que é dose receber tantos e-mails que notificam cada um desses comentários mesmo assim... Nunca recebi tanto spam na vida e olha que eu costumo ser do tipo que vez ou outra já se inscreveu em mais de um site de conteúdos para lá de duvidosos. Vou começar pelos meus... mais interessados manifestem-se...

#02 - Palilo & Pati, como vocês ainda tem fé na possibilidade de transformar o Até mais ver em uma destas instituições com o potencial de ajudar o maior número possível de semelhantes humanos enquanto enaltece o potencial ilimitado do ser, eu cheguei a comentar com vocês? Sobre a possibilitade de fundar uma Start-Up?  

Wikipedia - Companhia Start-UP

Empreendemia.com.br

Pelo que eu entendi, apresentados a um projeto, e demonstrado uma variedade de resultados positivos, pessoas investem dinheiro em você para que você realize seus sonhos através deles. Não apenas investimento financeiro, você pode contar com orientadores e com gente especializada para cobrir por áreas que no ínicio sua empresa seja deficiente. E tudo o que você precisa é de uma boa idéia e de boa vontade. Será que vale a tentativa?

#03 - Então arrumei um software de videokê para computador... Por hora preciso de um notebook, e um sistema de som, caixas acústicas e ao menos um microfone que possam ser conectados a dito microfone. Uma tela de melhor resolução é opcional... Alguém se habilita?

#04 - Graças ao Paraquedas cuidando aqui do blog e do 3Emb RPG, pude passar um tempo e por umas idéias no lugar... Tenho que pensar em mais alguns detalhes e escrever alguma coisa mais concreta, mas acho que só testando pra ver como funciona: Eu o chamo de RPG Improvável (nome temporário)!

a - Começamos com 2 dados, 1 mestre, 1 protagonista, e um cenário. De preferência ter papel, lápis e borracha a mão pode ser bem útil também. A idéia é trabalhar com um método fechado e uma estória linear na qual outros personagens entram aos poucos e tem participações breves. 

b - O Protagonista é forjado conforme a trama se desenrola mas os papéis secundários são pré-definidos e escolhidos por sorteio. Alguns eventos também são apresentados por escolhas pré-definidas e por rolagens de dado. O protagonista precisa investir seus pontos de experiência para ter alguma interação significativa com o contexto.

c -  E sim, sugestões sempre são bem-vindas. Provavelmente o "modelo zero" seja o suficiente para fazermos um teste!

Fora a homage óbvia a certos contos de fada improváveis, eu penso em incorporar elementos de 3D&T e de relay novels (quem conta um conto aumenta um ponto) ao produto final. Dependendo da escolha do mestre acredito até que possamos publicar algum material paralelo ao nosso carro-chefe...

Pode ser só porque eu entrei de férias mas, gostaria de ter algum material pronto até a nossa próxima reunião que deve ocorrer logo depois das Festas...  

#5 - Talvez devemos acertar de sair pra comer qualquer dia desses, ou de assistir alguma coisa, ou jogar pique (sério?). Nada contra poker... mas eu ainda estou assustado de ter ganho uma partida, o que me dá impressão de que realmente passamos muito tempo fazendo isso...

Boas festas a todos,
Até mais ver
mr.poneis

ps.: Talvez eu devesse me preocupar mais com meu outro blog... 


quarta-feira, abril 11, 2012

Capítulo VII - O sabor do sangue - Parte dois

Os moradores de Golich sofrem com a escuridão e o pavor preferindo ficarem trancafiados em suas residências, poucos se habilitam a sair de suas casas mesmo no horário permitido. O toque de recolher acabou por colocar mais medo na população e por isso durante seu vigor o silêncio só é quebrado quando algum morador é encontrado perambulando nas ruas.
Por uma noite o toque de recolher parece funcionar, até que na noite seguinte enquanto olhava sua janela Morran avista dois guardas reais a patrulhar, a escuridão só era quebrada pela baixa luz dos lampiões, dava para se ouvir os passos dos defensores do reino mediante o silêncio e a afeição deles não era diferente do restante da população, era possível sentir o medo a quilômetros de distância. Foi quando Morran notou que algo chamou a atenção dos guardas que no mesmo instante empunharam suas espadas em posição de defesa. Morran acorda Steve Maxpower e o chama para olhar através da janela, mas o cabeludo apenas resmunga dizendo para Morran fazer silêncio e ir dormir, o anão volta-se para a rua e se assusta quando um espectro movendo-se rapidamente golpeia os dois guardas por diversas vezes, os movimentos são tão rápidos que não dá chances para que suas vítimas se defendam. Depois de ser atacado um dos defensores cai enquanto o outro cambaleia, o espectro cessa os ataques momentaneamente, os dois ainda estão vivos, mas agonizam esperando apenas a morte, Morran parece não entender o que os atacou e por que, até que então o espectro volta para terminar o que começou. O anão agora pode ver claramente que não se trata de um fantasma ou coisa do tipo e sim de uma pessoa, aparentemente um homem de cabelos lisos e compridos, tal ser aproxima-se lentamente do guarda que está de pé e o ataca com uma mordida no pescoço, o guarda está fraco demais para gritar e não esboça qualquer reação. Steve Maxpower, irritado, levanta e aproxima-se da janela onde Morran com o olhar fixo acompanha o massacre e sem ao menos notar o acontecido grita de lá do alto “Parem de fazer barulho, seus animais! Parecem felinos nos cio.”. O ser volta-se assustado para onde estão Morran e Steve com a boca a escorrer sangue, segura firme sua vítima e salta em direção ao castelo flutuante.
Maxpower sai de seu quarto e desce pelas escadas até a rua, Morran o segue.
                Steve Maxpower – Então são essas criaturas que se escondem no castelo.
                Morran – O que são?
Eles aproximam-se do guarda que sobreviveu ao ataque.
                Steve Maxpower – Não sei, essas feridas parecem ter sido causadas por garras, talvez uma nova espécie.
                Morran – Sabe de uma coisa? O que forem não me interessa, vamos lá e vamos matar todos!
                Steve Maxpower – Espere.
Maxpower se resgata a espada de uma das vítimas e olha para o moribundo, seu olhar transmitia ódio e revolta, ele se abaixa ao lado do corpo e posiciona a espada no peito do guarda. Morran pergunta o que ele está fazendo, mas sem responder nada Maxpower crava a espada no coração, com um último suspiro o guarda fecha os olhos e vai para a outra vida.
                Steve Maxpower – Agora eu posso dormir.
Quando Steve Maxpower estava novamente a caminho da entrada do hotel ele ouve uma voz vinda da escuridão dizendo “Devias estar preocupado com outras coisas ao invés de dormir”.
                Steve Maxpower – Quem está aí? E como se atreve a me dizer em que pensar?
Maxpower flameja sua espada em direção às trevas e avista uma mulher, vestido longo e branco como de uma princesa, cabelos presos e uma voz macia.
                Scarlet – Eu sou a princesa Scarlet e venho de um reino distante e fiquei presa quando os portões foram fechados.
                Morran – E o que uma princesa faz fora de seus aposentos tão tarde?
                Scarlet – Ouvi alguém gritar para que parassem de fazer barulho, então fui até a janela para ver o que estava acontecendo e avistei vocês dois.
                Steve Maxpower – Então você viu o que faço com quem incomoda meu sono!
                Scarlet – Para ser sincera vi compaixão em sua atitude.
Morran não entende o que Scarlet disse, Steve matara a sangue frio o guarda real. Ele olha-a condenando suas falas.
                Scarlet – Este pobre homem estava a agonizar de tanta dor, sua morte seria lenta e demorada, o sofrimento era imenso. Vi você libertar a alma de alguém que deve estar agradecido.
O cabeludo com todo seu cavalheirismo ouviu atentamente as palavras da princesa e sem dizer mais nada lhe deu as costas e a deixou falando sozinha. Morran acompanhou seu parceiro.
                Scarlet – Esperem! Ouvi dizer que vocês vão invadir o castelo.
                Morran – Não digas besteira mulher!
                Scarlet – Como irão chegar até lá? Notei que nenhum de vocês pode voar.
Steve Maxpower se volta novamente para a donzela indagando-a sobre alguma sugestão.
                Scarlet – Eu sei como levá-los.
Scarlet explica como levaria os guerreiros ao castelo flutuante e que então poderia voltar para seu reino. Steve pede para que ela os encontre no ponto de encontro já marcado com os demais e enquanto o anão e o insano voltam para seus quartos a princesa se aprofunda nas sombras a caminho de seu hotel.
Finalmente Steve Maxpower poderá dormir.
Os galos cantam em Golich e acordam os moradores, os poucos que se arriscam a sair nas ruas em plena escuridão falam sobre o mesmo assunto, os barulhos da noite, o sumiço de um guarda e o corpo do outro encontrado brutalmente assassinado. Skalla, Aruk e Mel não ouviram nada por descansarem distante do local, mas souberam da notícia através de Raziel. A paladina fica chocada com tal bestialidade e não aceita o rumo que as coisas estão tomando.
Diferente de Golich, Armindra vive seus dias de paz e tranquilidade, mas o rei Thorp lll está inquieto com as notícias recém-chegadas do reino sitiado, ele teme que partindo de Golich esse castelo flutuante venha para Armindra. Então ele ordena que um grupo de soldados se prepare para defender as intenções do reino, logo serão enviados para dar suporte às defesas de Golich. Os soldados começar a treinar imediatamente, guerreiros de força duelam entre si para aumentar suas habilidades, estrategistas estudam como será o plano de ataque, até mesmo os ferreiros são convocados a criar armas novas para a classe. Enquanto treinam, o rei Thorp lll caminha entre eles durante todos os dias para assegurar que suas ordens estão sendo cumpridas.
Em meio a mais alguns assassinatos, desaparecimentos, roubos e furtos comuns e excêntricos a cidade de Golich só aguarda o apocalipse, até mesmo o rei golichiano e a família real desapareceram. O templo de orações nunca havia recebido tantos visitantes como nesses dias e Morran e Steve Maxpower aguardam Skalla, Mel e Aruk como o combinado. Percebe-se que a chuva castiga o solo dos portões para fora já que o castelo protege o reino, esta tempestade furiosa talvez fosse a melhor escolha com relação à situação que nos encontramos. Morran parece impaciente, anda de um lado para o outro resmungando, Scarlet é a próxima a chegar.
                Scarlet – O que o aflige guerreiro?
Morran apenas olha para a mulher antes de continuar com o que estava fazendo.
                Steve Maxpower – Ele está assim desde aquela noite.
Talvez medo, mas anões não temem batalhas. Inusitadamente aproxima-se Shin Yugoth completamente bêbado apoiando-se em seu cajado.
                Shin Yugoth – Ei, meus amigos!

Maxpower sorrindo pergunta a Yugoth se ele encontrou algum artefato e o bigodudo não hesita ao responder que sim, ele apresenta um anel com uma grande pedra verde cercada por dois dragões prateados. O cabeludo o indaga sobre o que faz desse anel um artefato, mas o mochileiro de olhos puxados diz tropeçando nas palavras que só ele deve conhecer o poder do anel.
Logo se juntam a eles Mel, Skalla, Aruk e Raziel. Skalla chega dizendo que eles não podem perder tempo, enquanto Mel pergunta quem são os desconhecidos.
Morran – O bêbado é Shin Yugoth e a donzela é Scarlet.
Morran emenda as apresentações com um romântico e surpreendente “Senti sua falta”, todos fazem um silêncio pragmático ao olharem para o anão, o silêncio só é quebrado quando Steve Maxpower devolve a mesma pergunta aos recém-chegados.
                Skalla – Este é Raziel, ele irá conosco.
                Mel – Mas como iremos? Só Raziel sabe voar.
Scarlet havia dito que sabia como chegar ao castelo e levar os demais, então tratou de explicar o plano. Raziel mostra-se desconfiado, mas segue a princesa até a casa de Homerus, um feiticeiro que domina magia negra, chapéu, capa e botas na cor preta dão destaque aos longos cabelos brancos que combinam com alguns detalhes de prata em sua roupa, um chicote enrolado e preso ao cinto indica que ele não é um mago qualquer. Scarlet entra sem ao menos bater à porta surpreendendo Homerus.
                Homerus – O que querem aqui?
                Scarlet – Queremos que nos leve até o castelo flutuante, e você irá nos levar.
                Homerus – Eu posso fazer isso.
Raziel pergunta para Scarlet se ela conhecia Homerus e ela sem titubear responde que não. O homem de capa pede para que todos saiam para que ele abra um portal com destino ao castelo. Ele posiciona-se com os braços abertos e os pés juntos, olha para o alto elevando suas mãos, seu olhar fica todo esbranquiçado com alguns raios a rodear seu corpo, um forte vento começa a soprar antes de Homerus voltar suas mãos à frente e começar a abrir o portal. Através do portal dava para ver a porta principal do castelo e mais nada, Homerus não demora a dar instruções aos demais.
                Homerus – Vão! E acabem com quem pegou meu açúcar.
Todos começam a entrar, primeiro Raziel, após entram Skalla, Aruk, Mel, Morran e Scarlet, e antes que Steve Maxpower tivesse chance de entrar, ele observa o bobo da corte a vir correndo em sua direção, ele corre rápido e logo Steve entende o porquê, o bobo estava a ser perseguido por guardas reais que gritavam para que alguém o parasse, o cabeludo se posiciona para impedir o bobo, mas é atacado com um salto direto que os empurra para dentro do portal, logo em seguida Homerus fecha a passagem e se arma com o chicote estalando-o ao chão.
                Homerus – Vocês não vão querer me enfrentar, vão?
Um dos guardas reais armado com uma lança parte para cima do mago que desvia do golpe e o ataca com um contragolpe direto no rosto lançando-o para os pés dos demais guardas. Homerus começa a atacar com seu chicote todos os que tentam o enfrentar, os guardas não são adversários para o feiticeiro e logo caem após receberem vários golpes. Ele volta a sua residência como se nada houvesse acontecido.
No alto do castelo onde todos aguardavam apenas Steve Maxpower aparecer, surpreenderam-se com a cena do bobo da corte caído sobre o corpo de Steve, ele olha profundamente os olhos do cabeludo.

                Bobo da corte – Você possui lindos olhos.
                Steve Maxpower – Saia de cima de mim seu anormal!
Maxpower o empurra para que então possa se levantar.
                Raziel – E quem é esse agora?
                Bobo da corte – Lister Storm a seu dispor.
Lister Storm reverencia a todos, mas completa sua frase provocando.
                Lister Storm – Não ao seu dispor meio dragão, nem ao seu meio homem e muito menos ao homem do cajado. Pra ser sincero estou à disposição apenas desta felina.
O bobo aproxima-se de Skalla enquanto diz essas palavras, mas a Atalanta o proíbe de chegar perto, estranhamente Aruk não a defende, ele parece satisfeito com a presença do bobo da corte.
                Lister Storm – Eu vim ajudar, posso ser útil.
                Raziel – Útil a que? Farás seus inimigos rirem?
Lister Storm arma-se com uma corrente com uma grande lâmina em uma das extremidades e uma esfera com espinhos na outra, tudo feito de puro ouro.
                Shin Yugoth – De onde surgiu esta corrente?
                Skalla – Isto não importa. Se quiser ajudar pode vir, mas não vou lutar por ninguém.
                Steve Maxpower – Vamos entrar logo neste castelo e acabar com isso.
Todos os guerreiros voltam-se para a entrada principal do castelo e se armam em posição de ataque, cada um com sua arma principal. Agora é entrar sem a promessa de sair.




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domingo, março 25, 2012

Eu não tenho muitas memórias da minha vida escolar... ou é isso que querem que eu acredite...



e esta meu apoio ao fato de que o Scott Pé-de_vela realmente devia ter uma bicicleta... Daria uma arma bem mais popular do que qualquer uma das que aparecerema até agora...mesmo porque a mecânica de 3d&T não se importa mesmo...

até mais ver
mr.poneis

Ps.: Improbable Weapon User. Armas que fazem uma bicicleta parecer normal no contexto

Ps2.: Armas incomuns são o que realmente são populares em rpg... afinal dá pra explicar tudo como mágica... Isso não sendo o bastante... as correntes do Lister Storm eram basicamente correntes de bicicleta...


segunda-feira, janeiro 09, 2012

Capítulo VI – O sabor do sangue – Parte um

Enfim amanhece na cabana do Shin Yugoth, o mochileiro arruma suas coisas enquanto Max Power e Morran ainda dormem. O pensamento de Yugoth ao olhar para a dupla era visto em seu semblante “Esses dois chegaram na hora certa”, então ele acorda os viajantes e pede para eles prepararem suas coisas, próxima parada Golich.

Enquanto isso, Mel havia ido ao vilarejo próximo à floresta de Tentro para vender seus potes de mel, mas chegando lá encontrou um cenário de muita tristeza, o garoto morto era filho de um bom cliente e amigo da pequena que não aceitou o acontecido. Após ouvir os familiares ela deixa seu mel e sai sem falar nada sentido contrário a floresta de Tentro, os zunidos podiam ser ouvidos mesmo quando Mel já não era vista.

Finalmente os portões de Golich estão abertos, mas ainda era preciso identificar-se antes de entrar, trabalho esse realizado por Yugoth. Ele já era conhecido dos guardas que ali faziam a identificação de forasteiros e logo tratou de apresentar Steve Maxpower e Morran como paladinos do reino de Setsukã. Um paladino é um herói honrado, cavalheiresco e intrépido, de caráter inquestionável, que segue sempre o caminho da verdade, bondade, lei e ordem, sempre disposto a proteger os fracos e lutar por causas justas. Como o reino de Setsukã é muito distante, os guardas não estranharam jamais ter ouvido falar em suas histórias e acreditam que paladinos são sempre bem vindos em uma terra sofrida.
                Shin Yugoth – Eu preciso procurar um artefato raro, qualquer coisa, então depois nos encontramos novamente.

                Steve Maxpower – Tudo bem então, vá atrás do que precisa que nós vamos procurar saber o que acontece aqui.
Shin afasta-se de Maxpower e Morran.

                Morran – Paladino; nunca me imaginei sendo chamado de paladino. Preciso de uma bebida.
                Steve Maxpower – Eu poderia me acostumar com isso. Venha vamos procurar uma taverna.

Agora está feito, Morran e Steve Maxpower estão em Golich.
O reino tem um grande poder financeiro devido aos ferreiros que ali se encontram, muitos vão a Golich a busca de armas místicas criadas por eles. Como uma coisa puxa a outra, não foi difícil para encontrarem uma boa taverna. A população parece cochichar o tempo todo e desconfiam de todos os estranhos que por ali aparecem.

Skalla também chega a Golich, mas diferente de Steve Maxpower e Morran ela não tem dificuldades para entrar no reino, sua fama de justiceira é sua passagem para dentro dos portões e a admiração dos guardas fica estampada em suas expressões e comentários. Ela procura um lugar onde possa descansar antes de prosseguir com seus objetivos. Aruk parece incomodado com alguma coisa desde que entrou em Golich e fica atento a cada movimento dos moradores que passam por ele.
Na taverna, Steve e Morran conversam, bebem e comem enquanto o tempo passa. Realmente Morran não concordou com a atitude de Maxpower com relação ao garoto do vilarejo e Maxpower tenta justificar sua ação dizendo que não foi intencional, mas a verdade é que quem conhece Steve Maxpower sabe que ele não poupou força ao atacar o menor. Outro assunto da conversa era sobre as Sete Salas, quais os problemas que enfrentariam para chegar nelas, o que continha cada sala e o tesouro no final da aventura, e depois de tantos acontecimentos Steve traz à sua memória um assunto que quase caiu no esquecimento, o pergaminho de Briese, mas o cabeludo não diz nada ao anão esperando que ele esquecesse este artefato, tornando mais fácil as intenções de Maxpower em possuir tal pergaminho, mesmo não sabendo para quê serve.

Os dois continuam a conversar e não percebem que o assunto chamou a atenção de um dragun que ali estava, o mesmo aproxima-se de Morran e Steve Maxpower e pergunta se eles possuem o mapa.
                Steve Maxpower – Do que você está falando? Só estamos bebendo um pouco. Agora pare de me incomodar.

O dragun diz que ouviu sobre as Sete Salas e diz que tem algo que eles precisariam para chegar até lá, do contrário a viajem seria em vão.
                Dragun – É só olhar no mapa, vocês vão precisar de uma relíquia que vai dar passagem para o próximo estágio. A propósito, eu sou Raziel, príncipe do reino Safira, a terra dos dragões.

                Steve Maxpower – Não me diga! Agora me deixe adivinhar, vossa alteza possui esta relíquia, não é?
                Raziel – Sim, mas não tenho o mapa.

Raziel é o príncipe do reino de Safira, é conhecido por ser um dos maiores guerreiros draguns que já existiu, descendente direto de Salazar, guerreiro lendário dos draguns que deu origem ao domínio do reino de Safira e proclamou realeza à sua família.
                Raziel – Escutem, não quero o mapa, só quero ir com vocês, vão precisar de mim. Mas se não me deixarem ir, acabo com vocês e pego o mapa do mesmo jeito, podem escolher.

                Morran – Quero ver você tentar!
Os três saltam de suas banquetas e se armam para o combate, Maxpower surpreende Raziel ao flamejar sua espada e Morran arma-se com o martelo de Thor, o dragun não fica longe, ele puxa de trás uma lança com duas pontas prata e dourada e se prepara para o combate. Todos os clientes da taverna se afastam ou saem temendo o desfecho do confronto. Os ataques começam com Morran partindo para cima de Raziel que esquiva rapidamente da martelada do anão e o empurra para longe, Steve ataca-o a distância com uma rajada de fogo lançada a partir de sua espada e Raziel gira sua lança formando um escudo à sua frente bloqueando o ataque do insano. Agora o dragun parte para cima de Steve Maxpower desferindo vários golpes com sua lança, Maxpower se desvia da maior parte, mas alguns golpes o ferem. Morran aproveita que Raziel está atacando Steve e lança seu martelo de Thor na direção do dragun em um movimento giratório e o acerta nas costas lançando-o para fora da taverna através da parede de madeira. O pequenino corre para cima de Raziel e salta em sua direção, mas Raziel possui uma grande força e agarra Morran para depois atirá-lo para o lado, quando Steve Maxpower sai da taverna pelo buraco aberto pelo combate ele percebe que uma sombra começa a cobrir os moradores que acompanham o duelo e as residências, não demora muito para Raziel também notar tal fenômeno que acaba de cobrir seu corpo, eles então olham para o céu. A população acompanha os guerreiros e também voltam seus olhares para cima, apenas Morran parece não perceber o que estava acontecendo e continua a esbravejar e chamar para a briga seu adversário, ele vê que Raziel não lhe dá atenção alguma e enfim começa a olhar para os lados e notar que todos olham para cima com a expressão assustada, por fim repara que Maxpower também olha e depois de muito tempo resolve conferir o que acontecia. Trata-se de um grande castelo flutuante.

                Steve Maxpower – Não pode ser. Não é a sombra do castelo, está anoitecendo.
Steve Maxpower tinha razão, a princípio a sombra do castelo cobriu Golich, mas no momento que ele parou de se movimentar e estabilizou a luz do dia foi cedendo espaço para a escuridão da noite. Muitos moradores começaram a correr para suas residências e trancar suas portas com medo dos perigos que as noites de Golich trazem. Guardas correm para suas posições gritando para que os portões sejam fechados. Pronto, o reino de Golich está sitiado.

Raziel se retira sem dizer nada, enquanto Morran o chama de covarde. Steve Maxpower vai até o anão e diz para ele parar com aquilo para que possam ir atrás de respostas. Eles vão até uma pousada com o intuito de observar os acontecimentos no reino antes de tomarem alguma decisão.
Neste momento, Golich é pura escuridão, nem os lampiões são acesos, alguns moradores tentam deixar o reino, mas são impedidos pelos guardas. Ninguém entra e ninguém sai, esta é a nova lei em Golich. Enquanto uns se refugiam e outros tentam escapar temendo o pior, ainda existem moradores que estão levando suas vidas normalmente, alguns ferreiros continuam a trabalhar e uma única taverna insiste em ficar com suas portas abertas à espera de clientes entediados com o repentino anoitecer prolongado.

O exército do reino prepara-se para um eventual ataque ao castelo flutuante, a movimentação de soldados é intensa, principalmente de draguns alados. O comando do ataque fica por conta do conde Pérsio, considerado por muitos a melhor arma de um exército em combate. O conde é um elfo muito forte fisicamente, cabelos compridos e lisos, sua estatura assusta qualquer um que o enfrentar, diferente dos elfos normais ele mede acima de 2,4 metros.
Cada dragun alado levará um guerreiro incapaz de voar. Cavaleiros, arqueiros, bárbaros, todos de raças diferentes formam o exército batizado de exército do sol, uma alusão para que a luz do sol volte a brilhar em Golich.

Antes de partirem eles param em um templo de oração para que o sacerdote os abençoe e após a bênção caminham em direção à frente do castelo que é o ponto de partida. Conde Pérsio vai à frente enquanto uma multidão acompanha seus passos aplaudindo. Uma mulher vestida como uma princesa vem distante ao encontro do conde e quando se encontram ela deseja sorte e lhe dá um beijo demorado, após o beijo um sussurrar ao ouvido do conde com as palavras “Vão precisar” o deixa desconfiado, a mulher sai de lado e o exército prossegue. A população fica chocada com a atitude da donzela, não é comum um ato de afeto em público, mas ninguém disse ou fez algo a respeito, afinal ninguém a conhecia, mas isso não significava que ela não poderia ser uma das mulheres do conde, então os moradores ficaram com essa versão e esqueceram-na.
À frente do castelo todos se posicionam, os draguns começam a decolar carregando o restante do exército rumo ao castelo flutuante, todo o reino fica apreensivo e observa a ação. Quando o último dragun chega ao topo o silêncio é o que resta para Golich, nenhum som tanto do reino quanto do castelo, ninguém imagina o que pode estar acontecendo e após algum tempo os moradores começam a dissipar e retornar para seus lares.

Dois dias se passaram e nada aconteceu em Golich, todos começam a retomar suas vidas mesmo sem a luz do sol, e se não fosse por isso ninguém lembraria que sobre suas cabeças encontra-se um castelo flutuante, há ainda muitos aldeões que acreditam que a vida melhorou. Os sons inexplicáveis e os desaparecimentos que aconteciam toda noite já não ocorrem mais, uma das explicações é que o castelo afugentou o mal que assolava Golich. Nestes dois dias Morran e Steve Maxpower procuraram respostas para o próximo passo que dariam em busca das Sete Salas, e no dia de hoje não seria diferente. Estavam os dois caminhando até o estábulo quando perceberam que uma briga ocorria ali por perto, um cavaleiro com armadura prateada armado com uma espada atacava um bobo da corte que apenas desviava-se dos golpes cortantes, Morran e Steve pararam e observaram o duelo imaginando que cedo ou tarde o bobo não resistiria, o cavaleiro era impiedoso e desferia diversos golpes enquanto o bobo pulava, girava, abaixava e apenas conseguia empurrar por poucas vezes seu agressor. Só que em um dos ataques do cavaleiro o bobo revidou com um golpe inusitado e inovador deixando o Maxpower e Morran boquiabertos com o que acabaram de presenciar, o bobo da corte contra-atacou os olhos do cavaleiro com seus dedos fazendo-o afastar e perder parcialmente a visão, o nobre volta a atacar mesmo com a visão debilitada e é surpreendido com um novo ataque no mesmo ponto, não feliz com dois ataques, o bobo que passou para as costas do cavaleiro chama sua atenção com um “Ei!” fazendo com que o mesmo se virasse e recebesse o terceiro ataque nos olhos, o cavaleiro cai de joelhos deixando sua espada de lado com as duas mãos no rosto enquanto o bobo retira da cintura do derrotado um pergaminho enrolado dizendo “Agora devolva o que me pertence!”. Por fim ele se retira.
                Steve Maxpower – Ele me parece familiar.

Antes que Morran pronunciasse algo, ao lado dos viajantes surge Skalla.
                Skalla – É o mesmo bobo da corte de Armindra. E vocês estão sempre onde há confusão.

Morran – E você? Sempre a encontramos nas confusões.
Skalla – Eu e Aruk estamos atrás de informações sobre um assassinato ocorrido em um vilarejo a caminho daqui, mas confesso não estar nada à vontade com esse castelo aí em cima e também quero saber o que é.
Steve Maxpower – Também estamos atrás de informações, mas não temos nenhuma.
Mel – Eu quero ajudar!
Mel aproxima-se da conversa.
                Morran – E quem é você agora?

                Mel – Meu nome é Mel e estou atrás dos mesmos monstros que Skalla. Podemos procurar juntos.
Mel havia chegado a Golich pouco antes dos portões serem fechados como comerciária de mel. Embora Steve Maxpower não tenha gostado da ideia, Morran tomou a frente dizendo que era uma ótima ideia, o anão não para de olhar para a pequenina Mel que era maior que ele.

Está combinado, o quarteto mais Aruk vão se ajudar; objetivos diferentes e omissão da verdade por parte de alguns faz esta parceria parecer não ter futuro. Skalla diz para que se encontrem em cinco dias à frente do templo de oração, a mulher-tigre e Mel saem juntas para o lado oposto de Morram e Steve Maxpower.
Maxpower estava preocupado com o acordo selado naquele momento.

                Steve Maxpower – Ótimo, agora temos uma justiceira e uma tampinha em nosso encalço.
A percepção entre dia e noite em Golich era cada vez mais difícil e as notícias que corriam a cidade pareciam tomar rumos diferentes do grande acontecimento no reino, enfim as pessoas começam a deixar de lado o castelo, já que por sua vez não havia manifestado reação alguma, e começam a falar sobre os furtos que estavam ocorrendo, principalmente pela peculiaridade de alguns deles, em grande parte dos furtos os itens roubados eram porções de açúcar. A segurança real admite o aumento dos crimes no reino e culpa a escuridão constante que dificulta a vigilância.

Distante, o reino de Armindra aprecia dias de paz, como se da noite para o dia os fatos aterrorizantes deixaram de ocorrer a algum tempo, os uivos cessaram, pessoas não desaparecem mais e os índices de práticas ladinas despencaram, todos acreditam que em algum ponto o mal foi vencido. O rei Thorp lll encarregou-se de providenciar um discurso ao povo onde se intitulou salvador de Armindra. Sua história ganhou fé quando foi apresentada a todos os presentes a cabeça de um lobo no qual sua cor era azul. O povo clamava o nome de Thorp, a paz foi devolvida aos habitantes do reino com a morte da lenda do Lobo Azul.
Maxpower e Morran tentam por vezes deixar o reino de Golich, mas são impedidos, a proibição da saída ou entrada no reino ainda vigorava. Com esse fato Maxpower declara que apenas quando o castelo desaparecer de sobre suas cabeças eles poderão seguir com o planejado e por fim se livrar de Skalla e Mel.

Enquanto o plano de Maxpower vai por água abaixo, a tigresa e a pequenina vasculham o reino em busca de respostas, elas entram em tavernas, hotéis, pousadas, ferreiros, artesãos, casas e perguntam a todos sobre o assassinato, sobre o Lobo Azul e sobre o castelo flutuante, ouvem como respostas algumas histórias, foi-lhes contado que o assassino do vilarejo é o Lobo Azul em sua forma humana, também que o castelo sobre suas cabeças é a morada de anjos exterminadores que logo descerão para fazer os pecadores pagarem seus pecados. Já cansadas de ouvir boatos e mitos populares, elas param em uma taverna para descansar, onde havia uma música bastante animada, pessoas participando de jogos e bebendo. No balcão, Skalla pede ao taverneiro um suco de carimú, fruta típica da região, e Mel fica apenas com um copo de leite. Durante a preparação dos pedidos Skalla se mostra decepcionada com as respostas obtidas nos interrogatórios, ela fala à Mel como quem está prestes a desistir, mas a pequena é persistente e argumenta a favor da missão. Mel é interrompida pelo taverneiro que lhe traz o copo de leite e informa a Skalla que seu suco está quase pronto, a apicultora agradece, acrescenta uma dose de mel e bebe seu primeiro gole.
A quantidade de seres distintos na taverna é grande devido à música, draguns, humanos, elfos, anões, e alguns seres que são classificados como Anomas, termo originário da palavra anomalia, são seres únicos ou de pouca população, em geral possuem características peculiares como parte homem, parte animal, asas, garras, etc..

Mel continua a argumentar com Skalla defendendo a continuidade da missão sem perceber que um dragun sentado ao seu lado ouve atentamente a conversa. Ela fala sobre a dor causada pelos assassinos, sobre o dever de buscar a justiça e principalmente sobre seu noivo. Skalla começa a mudar de ideia quando um plano ousado parece estar sendo arquitetado em sua mente. Enfim, o taverneiro traz o suco da tigresa, uma bebida azul como a própria fruta. Skalla parece refletir as palavras de Mel, ela bebe um gole do suco e fica parada olhando para o copo em silêncio por algum tempo.
                Mel – Skalla?

                Skalla – Ok, você me convenceu, mas vamos mudar nossa estratégia, estou cansada de especular e não conseguir nada, além do mais, se esses assassinos não estavam mais no reino de Golich quando os portões foram fechados já devem estar a quilômetros de distância, não podemos perder mais tempo.
Skalla termina de beber seu suco e se levanta chamando Mel, a pequena indaga Skalla sobre o que vão fazer afinal e a resposta surpreende Mel, a justiceira diz que vão atrás de respostas invadindo o castelo flutuante e só vão voltar após conseguirem o que querem. Mel toma seu leite até o final e também se levanta apoiando o plano de Skalla. “Vocês vão precisar de ajuda.” Diz o dragun.

                Mel – Quem é você? E por que estava ouvindo nossa conversa?
                Raziel – Eu sou Raziel, e não pude deixar de ouvir a conversa, realmente é um plano bem ousado e quero ajudar, já estou cansado de ficar preso em Golich.

Raziel conta sua trajetória antes de ser aceito por Mel e Skalla para o grupo. Skalla explica ao dragun que encontrariam mais dois guerreiros daqui uns dias em frente ao templo e também marca com ele. Eles vão encontrar Steve Maxpower e Morran na data marcada para seguirem com o planejado.
Depois de tudo acordado, o trio se separa, Mel e Skalla vão a um hotel deixando Raziel na taverna.

Embora o fato do castelo flutuante pairar sobre o reino, as coisas estão tranquilas, a realeza cogita até mesmo a hipótese de reabrir os portões, a população já não quer mais ir embora com medo, mas essa tranquilidade foi posta em cheque quando começa a circular a notícia que três moradores desapareceram do reino. Os guardas dos portões foram interrogados um a um e todos com o discurso de que nada havia entrado ou saído do reino. A notícia era vaga, não se sabe há quanto tempo os desaparecimentos haviam ocorrido, o fato é que com esse acontecimento foi implantado um toque de recolher nas ruas.