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domingo, agosto 23, 2015

Todo mundo perde alguma coisa


E para comemorar o aniversario do blog do ano passado... Um tema semanal escolhido pelo Palilo...

Até mais ver
mr. Poneis

Ps.: Originalmente postado em ABR-07-2016

Ps2.: Imagens para fins de indexação

domingo, maio 31, 2015

Bom Dia Vietnã!!!

Compartilho com vocês um relatório financeiro da Empiricus, qual não serve somente no ambito financeiro, mas sim para a melhora de nossas vidas.

Até Mais Ver.
Palilo

Newsletter Empiricus


Como virar a página e se tornar a pessoa que você está destinado a ser

Começamos nosso trabalho de hoje com o desafio mais importante da sua meta de construção de riqueza: estou lhe pedindo para virar a página.

Por quê? Porque até agora, por algum motivo qualquer, você não é ou pelo menos ainda não conseguiu se tornar tão rico quanto quer. E esse é o motivo pelo qual você se juntou ao nosso time – para ajudarmos você a alcançar seus objetivos financeiros.

Ontem, tracei todo o trabalho que iremos fazer no decorrer deste ano. Alguns destes trabalhos irão exigir que você desenvolva habilidades especiais. Outros, irão demandar que você desenvolva novos hábitos. Há ainda aqueles que irão exigir que você aprenda coisas novas. Mas o mais importante, o trabalho todo irá desafiá-lo a pensar sobre a riqueza e sua relação com ela - por novos caminhos.

Tudo isso leva, não só ao comprometimento de trabalhar, mas também a uma vontade de mudar.

Deixe-me começar a lhe dizer sobre minha própria luta com a mudança...

“Você aparece atrasado para a aula, raramente traz suas tarefas completas e desperdiça a maior parte do tempo da aula ‘viajando’. No entanto, durante as aulas você produz C+ e B–. Você é uma criança com potencial modesto, eu ficaria feliz com essas notas. Mas você, Sr. Ford, é um fracassado.”

Eu estava na oitava série quando a Sra. Growe, minha professora, me colocou pra fora na frente de todos os meus colegas. Eu não fiquei surpreso ou insultado pela avaliação. Era preciso. Eu sabia.

Havia razões. Eu era disléxico. Fui diagnosticado com TDA (transtorno do déficit de atenção) e ainda tinha os hormônios da adolescência. Mas eu sabia que poderia driblar essas razões se colocasse isso na minha cabeça. A Sra. Growe tinha me ganhado. Eu era um preguiçoso.

Eu era um preguiçoso e um fracassado, mas eu tinha ambições acadêmicas. Eu fantasiava sobre ser aceito em uma universidade de prestígio, apesar das minhas notas medíocres. A cada seis meses, mais ou menos, eu prometia que iria “virar a página” e passaria as próximas semanas trabalhando duro e fazendo progressos.

Mas isso nunca perdurava. Eu conseguia tirar algumas notas boas, mas meu currículo acadêmico não foi bom, de tal forma que meu orientador recomendou uma universidade local ou o Exército dos EUA.

A universidade local estava feliz em ganhar meus US$ 400 por ano e teria sido igualmente feliz em me dar os C’s que eu ganhava no colégio. Mas alguma coisa mudou naquele verão. Eu não queria mais ser um fracassado.

Eu percebi que frequentar uma escola “C” era um benefício disfarçado. Eu estaria num ambiente acadêmico medíocre, competindo com alunos medíocres. Esse pensamento foi motivador. Motivadora também foi a constatação de que se tratava de uma verdadeira segunda chance. Meu passado era passado. Se eu pudesse fazer direito meu primeiro ano, eu poderia me candidatar a uma faculdade melhor para obter meu diploma.

E, então, houve uma terceira coisa: me passou pela cabeça que nenhum dos meus novos professores ou colegas de classe sabiam quem eu era. Eu estaria indo para este novo ambiente como uma pessoa desconhecida – e não como o palhaço da turma que eu era no colégio. Eu poderia chegar às aulas a tempo, sentar na primeira carteira da sala e prestar atenção. Em suma, foi uma oportunidade para “representar” um bom aluno.

E foi exatamente o que eu fiz.

De fracassado a aluno atento

Naquele verão passei um bocado de tempo no campus da faculdade, aprendendo tudo o que podia sobre este universo – o currículo, os professores, as instalações, as atividade extracurriculares, etc. Minha ideia era chegar à frente da concorrência, sabendo tudo: as regras e exigências, as melhores aulas, os melhores professores e um monte de atalhos.

Eu apareci para as aulas em setembro, na hora certa e com os textos todos preparados. Sentei-me na primeira fila e levantei a minha mão sempre que o professor fazia perguntas. Eu fiz minhas tarefas de casa e passei meu tempo livre estudando. Entre as aulas, o estudo e administrar um negócio (eu pintava casas), eu trabalhava 16 horas por dia, sete dias por semana.

No final do primeiro semestre, fiquei conhecido como aluno A. Eu não era apenas qualquer estudante, mas sim um dos melhores. Foi uma sensação muito boa. Eu me tornei viciado nisso. Fui para uma universidade melhor, cursei uma pós graduação renomada e continuei lutando para permanecer no topo da lista.

Muitas vezes eu penso em como consegui virar aquela página. Depois de tentar e fracassar tantas vezes, o que aconteceu dessa última vez que funcionou?

Quando escrevi este artigo, a minha teoria era que eu tinha ido ao fundo do poço emocionalmente, e que eu estava tão revoltado comigo que finalmente fez diferença. Mas, desde então, quando penso nisso, sei que não é verdade. Eu estava aborrecido comigo mesmo antes disso. Era outra coisa.

Acho que a diferença era essa: como um estudante de colegial eu tinha criado uma personalidade – o fracassado esperto, que nunca se levaria a sério. Meu colegas gostavam quando eu desempenhava esse papel e essa aprovação me importava. E isso foi, naturalmente, um caráter autodestrutivo. Então, se eu acreditasse que era aquilo, eu estava condenado a ser aquilo.

Quando eu me dei conta que estaria entrando numa faculdade como uma pessoa desconhecida, eu também me dei conta que o papel que eu desempenhava na escola era um papel que eu não tinha que atuar na faculdade. Eu poderia ter um novo rosto e uma nova roupa e desempenhar um papel diferente.



Enxergue o melhor de si

E esta é a ideia que eu quero que você considere hoje.

É possível que a pessoa que você está sendo agora não é a pessoa que você deveria ser?

É possível que exista uma versão melhor de si - mais pensativo, mais articulado, mais hábil, um papel mais realizado no qual você poderia atuar?

Somente você pode responder a essas perguntas, mas tenho um palpite de que você não estaria lendo isso agora se não fosse verdade.

Quando passamos anos lutando, mas falhando em algum aspecto de nossas vidas, é normal acreditarmos que simplesmente "não somos bons" nisso ou naquilo.

Mas passado é passado. Ele não tem efeito sobre o seu futuro. Falhas do passado podem segurá-lo somente enquanto você se vê como um fracassado. O comportamento passado é viciante apenas enquanto você se vê como um viciado.

Seu comportamento atual e futuro não está ligado ao seu passado. Ele está ligado à sua mente - que é uma coisa que você tem 100% de controle na vida.

Use sua mente. Pense se esta é a pessoa que você sempre quis ser. Pergunte a si mesmo: "Se eu estivesse estrelando em um filme sobre a minha vida, em qual papel eu atuaria melhor?"

Comece com uma visão do que você quer ser. Em seguida, descubra como essa pessoa deve ser. Como deve falar? Como deve andar? Como deve interagir com outras pessoas?

Quando apresentado a um desafio, como ela deve responder? Em que horas que ela ACORDA todos os dias? Como passa seus dias?

Você começa o retrato.

Faça o que eu fiz naquele verão antes de eu começar a faculdade. Descubra o tipo de papel que você quer jogar. E, em seguida, comece a jogar esse papel. Ninguém pode impedi-lo!

Tudo de bom,
Mark



P.S. Esses pensamentos se aplicam a qualquer tipo de mudança que você quer fazer. Mas estamos juntos por um motivo, para alcançar a independência financeira. Essa é uma meta possível, mas será impossível para você a menos que você reconheça que o que você tem feito não funcionou. Nem tudo. Tenho certeza de que muitas de suas decisões têm sido sábias. Mas a soma delas deixou você com menos riqueza do que você precisa ou quer. Você pode mudar isso agora. Faça um compromisso.

quarta-feira, março 07, 2012

Tema Semanal

Tomo a liberdade de assumir o tema essa semana:




Todos os pré-adolescentes roqueiros dos anos 90 conhecem esse disco só pela capa. ~

Ouvir essa versão acustica então dá até arrepio.


Smells LiKe Teen Spirit, Nirvana - Versão David Garrett.

Load up on guns and bring your friends
It's fun to lose and to pretend
She's over bored and self assured
Oh, no, I know a dirty word
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello...
With the lights out it's less dangerous
Here we are now entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now entertain us
A mulatto, an albino, a mosquito, my libido
Yeah! Yay! Yay!
I'm worse at what I do best
And for this gift I feel blessed
Our little group has always been
And always will until the end
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello...
With the lights out it's less dangerous
Here we are now entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now entertain us
A mulatto, an albino, a mosquito, my libido
Yeah! Yay! Yay!
And I forget just why I taste
Oh yeah, I guess it makes me smile
I found it hard, it's hard to find
Oh well, whatever, nevermind
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello...
With the lights out it's less dangerous
Here we are now entertain us
I feel stupid and contagious
Here we are now entertain us
A mulatto, an albino, a mosquito, my libido

Cheira À Espírito Adolescente
Carregue suas armas e traga seus amigos
É divertido perder e fingir
Ela está chateada e certa de si
Oh não, eu sei um palavrão

Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá...

Com as luzes apagadas é menos perigoso
Aqui estamos, agora entretenha-nos
Sinto-me estúpido e contagioso
Aqui estamos, agora entretenha-nos
Um mulato, um albino, um mosquito, meu libído
Yeah! Yay! Yay!

Sou pior no que faço melhor
E por este presente eu me sinto abençoado
Nosso grupinho sempre foi
E sempre será até o fim

Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá...

Com as luzes apagadas é menos perigoso
Aqui estamos, agora entretenha-nos
Sinto-me estúpido e contagioso
Aqui estamos, agora entretenha-nos
Um mulato, um albino, um mosquito, meu libído
Sim! Sim! Sim!

E eu me esqueço porque eu provo
Ah sim, eu acho que isso me faz sorrir
Eu achei difícil, é difícil de achar
Ah bem, tanto faz, deixa pra lá

Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá, que baixaria
Olá, olá, olá...

Com as luzes apagadas é menos perigoso
Aqui estamos, agora entretenha-nos
Sinto-me estúpido e contagioso
Aqui estamos, agora entretenha-nos
Um mulato, um albino, um mosquito meu libído

Uma negação (9x)


quarta-feira, fevereiro 29, 2012

IRF

Tá chegando a hora...


75 maneiras de ser infeliz

Se pensarmos bem, nos esforçamos mais para sermos infelizes do que o contrário. Nos apegamos e nos conformamos com atitudes que não nos levam para um caminho mais feliz, mais alegre, melhor. O óbvio precisa ser lembrado.
75 maneiras de ser infeliz:
1. Viver no passado.
2. Se obcecar com o futuro.
3. Reclamar dos problemas em vez de resolvê-las.
4. Medo e resistência a mudanças.
5. Trabalhar muito, fazer o seu melhor e, em seguida, condenar-se por não alcançar a perfeição.
6. Se menosprezar.
7. Estar com pessoas que te menosprezam.
8. Tentar controlar tudo e depois se preocupar com as coisas que você não pode controlar.
9. Mentir para si mesmo e aqueles à sua volta.
10. Fazer a mesma coisa o tempo todo.
11. Ser preguiçoso e seguir o caminho mais fácil.
12. Sentir raiva. Nunca perdoar.
13. Querer estar sempre certo.
14. Sempre achar que os outros são mais bem sucedidos.
15. Deixar pequenos problemas se transformarem em grandes problemas.
16. Nunca aprender algo novo.
17. Nunca assumir a responsabilidade pelas suas ações.
18. Culpar todos ao seu redor.
19. Não pedir informações e não fazer perguntas.
20. Não deixar ninguém lhe ajudar.
21. Desistir quando as coisas ficam difíceis.
22. Não confiar em ninguém.
23. Dormir pouco todas as noites e se convencer de que isso é suficiente.
24. Nunca se desfazer daquilo que não tem utilidade.
25. Dizer “sim” para todos.
26. Tentar ser amigo de todo mundo.
27. Querer fazer tudo de uma vez.
28. Nunca passar algum tempo sozinho.
29. Não ajudar os outros a não ser que você precise. Fazer somente o que te trás benefício.
30. Estar com pessoas que reclamam de tudo.
31. Pensar naquilo que você não quer que aconteça.
32. Ter medo das coisas que não entendemos completamente.
33. Não se considerar bom o suficiente a não ser que alguém te diga isto.
34. Levar a vida muito a sério.
35. Passar a vida trabalhando com algo que não apaixonado.
36. Focar em problemas.
37. Pensar em tudo que você não tem.
38. Ler muitas notícias deprimentes.
39. Estabeleçer metas arrojadas para si e nunca fazer nada para alcançá-las.
40. Nunca fazer exercício.
41. Comer somente porcarias.
42. Nunca se importar com sua saúde.
43. Viver em torno do dinheiro.
44. Gastar mais do que você ganha e acumular dívidas.
45. Não falar o que você pensa. Não pensar o que você fala.
46. Fazer cara-feia o tempo todo.
47. Nunca contar a ninguém o que sente ou o que você está pensando.
48. Garantir que tudo que você faça tem que impressionar alguém.
49. Se colocar em segundo plano.
50. Fazer o proplema das outras pessoas os seus.
51. Fazer alguém se sentir mal consigo mesmo.
52. Assistir TV por várias horas todos os dias.
53. Apostar com freqüência.
54. Ficar no mesmo lugar. Não viajar.
55. Não se divertir, só trabalhar.
56. Não ter hobbies.
57. Perder seus contatos próximos.
58. Não terminar o que começou.
59. Levar tudo pro lado pessoal.
60. Usar várias drogas. Beber muito álcool.
61. Nunca dizer “desculpa”. Nunca dizer “eu te amo”.
62. Não se esforçar em nada.
63. Sempre eseprar até o último minuto.
64. Sempre achar que você tem direito a tudo.
65. Deixar os outros decidirem por você.
66. Lembrar-se dos insultos. Esqueçer os elogios.
67. Deixar tudo debaixo do tapete.
68. Depender dos outros para tudo.
69. Não planejar.
70. Não sonhar.
71. Não pensar no futuro.
72. Sempre desconsiderar as opiniões e sugestões alheias.
73. Fazer promessas que não pode cumprir.
74. Não tomar decisões.
75. Apenas ir, ir e ir. E nunca parar.

Texto traduzido e adaptado do original 75 ways to stay unhappy forever.
Fonte: http://vivamaisverde.com.br/2010/12/75-maneiras-de-ser-infeliz/

terça-feira, janeiro 03, 2012

Seis segredos para o sucesso

Já que o exterminador do futuro diz, quem irá contradizer?



Até mais ver

Palilo

O SIGNIFICADO DO TRABALHO

Achei legal este artigo. "Muitas vezes a gente não escolhe nosso trabalho, muitas vezes o trabalho nos escolhe"(Borim,G.). Assim:

O SIGNIFICADO DO TRABALHO

Cavalet, Susan Regina Raittz
Denardi, Cristiane
Dirken, Edenir Cristina
Haro, Maria Elizabeth Nickel

Resumo

Trabalho, mais do que sobrevivência, é uma das mais expressivas manifestações do ser humano. É algo semelhante à arte, onde o homem transforma e é transformado. Desde os primeiros anos de vida, aprende que fazer algo com um objetivo definido conquista espaço, respeito, consideração e auto-estima. Descobre a satisfação de desenvolver uma habilidade e externá-la num produto ao qual se percebe conectado.
O trabalho, diferente da simples atividade, deve preencher um porquê, uma finalidade e um valor. A razão pela qual executamos algo está vinculada a quem somos e como estamos no mundo. Reflete nossa auto-imagem, e nos agrega ou retira a possibilidade de realização pessoal, de acordo com a utilização das potencialidades e competências individuais. Hoje, mais do que em épocas anteriores, o ser humano se vê diante do conflito entre submissão às regras do novo mercado de trabalho e suas próprias necessidades. Será possível ainda a aliança consigo mesmo e o produto, ou a cisão é inevitável? Qual o reflexo para as organizações atuais da presença ou ausência de significado do trabalho para seus integrantes?

O significado do trabalho

As atuais mudanças desen-cadeadas pela globalização são de tal forma revolucionárias que ultrapassam o boom tecnológico. O ser humano está sendo forçado a dar um salto evolucionário para o qual não teve tempo de se preparar. A História nos mostra períodos de inovações que exigiram adaptações quanto a conhecimentos, atitudes e habilidades, mais ou menos intensas, todas sem precedentes. A Revolução Industrial é um exemplo clássico. Entretanto, a presente metamorfose nos impõe exigências de tal forma urgentes e volumosas que o impacto psicológico e social não pode ser ainda completamente avaliado ou previsto, pois estamos em meio ao processo. Pode-se apenas senti-lo e observá-lo à flor da pele das pessoas e das instituições sociais na forma de insegurança, opressão, e remotas esperanças de um futuro melhor.
A busca desta adaptação tem sido colocada como prioritária pelo homem moderno, como condição de sobrevivência. Parecem não haver alternativas a curto prazo, a não ser a de interagir com o movimento. Empresas e empregados respondem procurando se antecipar às necessidades, antevendo novas regras de mercado, propondo outras realidades, concretas e virtuais. É preciso desenvolver novos valores, tecnologias e produtos, a fim de alcançar parâmetros mínimos de competitividade e subsistência.
Uma palavra constantemente pronunciada, e que se tornou lei, é velocidade. Não basta saber, é preciso saber antes. Não basta fazer, é preciso fazer antes. Até mesmo o vocabulário de alguém que se pretende atualizado é foco de atenção cuidadosa, visto que num período curtíssimo de tempo se torna obsoleto, diferenciando informados e "des"-informados.
É neste meio ambiente que surge a questão da relação do homem com o seu produto. Afirma CODO (1995,p. 141) que trabalho é o ato de depositar significado humano à natureza. Complementa a afirmação ao apontar que, numa sociedade baseada na cooperação e na troca, trabalho é o ato de depositar significado social à natureza. Ao produzir, o homem transforma a natureza e é por ela transformado. Seu produto o representa e o reapresenta. A própria sociedade é criada e tem seus valores modelados pelas formas de produção.
Como forma de expressão do homem, o trabalho pode ser comparado à arte. É a manifestação de algo interno que se apresenta na concretização do esforço despendido, expondo crenças, atitudes e valores. Este princípio é válido tanto para aquele satisfeito com seu trabalho quanto para o insatisfeito. No primeiro caso, o sujeito alienado de si mesmo exterioriza seus preceitos de submissão ou acomodação ao sistema. No segundo, atualiza seu potencial, no dizer de ROGERS (1961) o que o coloca no caminho da individuação, e, portanto da realização pessoal.

O trabalho como autoexpressão - origens

A noção de que o trabalho é uma das formas mais profundas de expressão humana em contrapartida a de que seria apenas um ato de sobrevivência, não é nova, e está profundamente arraigada em hipóteses criadas, testadas e sedi-mentadas pelo indivíduo no decorrer de sua história. A teoria do desenvolvimento de ERICKSON (1976, p.227) mostra que em sucessivas etapas da elaboração da identidade surge o aspecto da produção individual. À medida que o ser humano se desenvolve e entra em contato com a realidade dos papéis sociais, percebe que sua inserção na sociedade pressupõe desempenhos. Ser alguém está intimamente associado a fazer algo.
A necessidade de reconhecimento ou confirmação surge muito cedo. Os movimentos inicialmente desordenados do recém-nascido, respondendo basicamente a estímulos biológicos, vão aos poucos sendo substituídos por ações intencionais em tentativas de comunicação organizada, isto é, com o objetivo de traduzir conteúdos internos - sensações, desejos, necessidades. Os feedbacks fornecem referências que auxiliam a criança a se situar no mundo. É através desta interação que se passa de um estado de indiferença com o meio para o de diferenciação, dando lugar ao reconhecimento do ser individual, separado do todo. O processo é longo, está fundamentado no agir e na percepção particular da ação, e culmina com a construção da base da identidade individual.
Nestes primeiros anos, o agir se dá em função do prazer da exploração e do movimento, as descobertas são surpresas e a intencionalidade decorre de uma exuberante imaginação. A meta é conhecer o ambiente, seu conteúdo e funcionamento, sendo estas experiências as que dão origem aos traços primários da auto-imagem. Segundo a teoria, o sucesso ou fracasso nestas empreitadas trarão consigo os sentimentos de confiança ou desconfiança básicas, autonomia ou vergonha e dúvida, e iniciativa ou culpa. São o alicerce da identidade, protótipos de futuras elaborações. As próximas etapas estão já, portanto, influenciadas por este substrato.
Uma vez que a exploração do meio permita um certo nível de domínio, a criança entra numa nova fase. Descobre que ao desenvolver "habilidades e tarefas que excedem em muito os limites da mera expressão prazerosa de seus modos orgânicos ou o prazer que lhe causa o funcionamento de seus membros" (ERICKSON, 1976,p.238) encontra aceitação e aprovação. No período que corresponde ao que FREUD identificou como latência, inicia a busca da industriosidade. Substitui o brincar desordenado por atividades mais planejadas, e aprende que fazer coisas conquista consideração. Coincide com a época em que começa a receber instrução escolar mais sistematizada, e percebe que os limites de seu ego incluem suas ferramentas e habilidades (ERICKSON). Produzir passa a ser ao mesmo tempo um prazer e um meio. O agir intencionalmente para atingir um objetivo é em si agradável, ao mesmo tempo que proporciona a abertura para situações também gratificantes - o intercâmbio com o grupo, a concretização de um ideal através do produto elaborado, e a aprovação individual e social. É o primeiro contato objetivo com o mundo do trabalho. A criança estará exposta a oportunidades que tanto poderão comprovar suas possibilidades de industriosidade quanto de conduzi-la a sentimentos de inadequação e inferioridade. A comprovação de que é capaz de produzir facilita a inserção e locomoção no grupo social, e o fracasso nas habilidades de produção desencoraja a participação no grupo e no mundo das ferramentas. O insucesso traz à tona raivas submersas decorrentes da frustração dos impulsos. Ao completar esta etapa, o indivíduo terá acrescentado à sua identidade ou a condição de capacidade de produção ou a de sentimento de mediocridade e inadequação, já agregados de frustração e raiva.
Na adolescência, a soma de mudanças biopsicossociais levam a um verdadeiro tumulto. Novas maneiras de ver, sentir e pensar o mundo pressionam no sentido de uma definição, e o sujeito se cobra e é cobrado quanto a posiciona-mentos. É preciso agora saber quem ele é realmente, o quê quer e para quê quer. Uma gama de papéis deve se tornar nítida para o indivíduo e para a sociedade. É indiscutível a importância da sexualidade nesta fase, cuja atividade ocorre no sentido de delinear parâmetros de comportamento que virão a interferir inclusive no campo profissional. A outra questão que surge como fundamental é "o quê ele vai ser" - profissionalmente. A escolha do futuro campo de trabalho pretende conciliar fatores tão diferentes quanto habilidades, tendências, necessidades, preferências e busca de status social. A força da expectativa dos ideais edificados nesta fase será forte impulso durante toda a vida produtiva. Como na infância se desenvolveram protótipos de alguns sentimentos ligados à identidade, também aqui são elaborados os ideais em estado puro. A perda do contato com estes sonhos, o fracasso, distanciamento ou a impossibilidade de levá-los adiante é o que no futuro gerará frustração e mediocridade profissionais. É o ideal construído nesta fase que permeará o trabalho vocacionado, mesmo que este venha a sofrer redirecionamentos no decorrer da vida laboral, porque fornece o sentido e a razão de uma busca. É a crença que oferece significado aos futuros empreendimentos.
A partir da entrada efetiva no mundo do trabalho, o adulto começa a testar e validar as expectativas criadas. Os ideais traçados nas fases anteriores, ainda em estado bruto, passam por uma verificação, podendo sofrer adaptações de acordo com as circunstâncias. Permanecendo a essência intacta, isto é, podendo o sujeito utilizar seu potencial, somado à automotivação, o fazer profissional poderá se encaminhar para uma resolução satisfatória. Isto só se realiza se, no dizer de KIERKGAARD (in ROGERS, 1961), pode-se "ser o que realmente se é", e quando nos referimos a trabalho, isto significa atuar de forma a explorar e desenvolver as próprias capacidades e interesses inerentes.

O trabalho hoje

Os avanços tecnológicos, em princípio com objetivos de "humanizar" a vida, têm colocado o homem numa situação paradoxal. Se, por um lado, é verdade que hoje é possível trabalhar em condições mais amenas fisicamente, e até mesmo por vezes bastante agradáveis, também é verdade que "a ciência manipulada das relações humanas, que tenta precisamente dar uma imagem agradável ao labor, pretende afastar somente o sentido de alienação e não a própria alienação" (HELLER, 1997, p.170).
Dentro do contexto atual, onde a ameaça à territorialidade profissional está presente, a competência é infinita e constantemente testada e os mais fortes impulsos competitivos são estimulados, como é possível esperar que se mantenha o contato consigo mesmo, como fazia o artesão da Idade Média ou o agricultor, através da sintonia com produto? Será que o homem ainda espera encontrar sentido naquilo que faz ou está definitivamente cindido ?
Há sintomas evidentes de que a ação mecânica sem significação tem sido tolerada somente dentro do ambiente de trabalho, provavelmente pelo que MASLOW apontaria como ligado à satisfação da necessidade de sobrevivência. Fora deste ambiente, entretanto, é que a grande massa de trabalhadores dá o melhor de si, executando atividades automotivadas que realmente preenchem e conduzem à satisfação interna.

"Trabalho é mais do que emprego, é o ato de atribuir significado ao meio, portanto a si mesmo e ao outro". CODO (in DAVEL, 1995, p.165).

Segundo CODO (in DAVEL, 1995, p.142) para que o indivíduo se reconheça e ao outro, é preciso que esteja conectado a seu produto e, dessa forma, a si mesmo. Já na infância aprendeu a valorizar o que faz para interagir, e ao mesmo tempo conquistar espaço e afirmação. Ao desconectar-se, a individualidade se dilui, perante o outro e perante o mundo. Sem estes contatos é difícil sentir a si próprio. A crise contemporânea, verdadeira epidemia, revela um momento histórico ultrapassado, cujas premissas básicas que fundamentaram a produção em massa característica de nosso século caem por terra. Outro século começa a despontar, trazendo consigo muito mais buscas do que respostas, já que a alienação permanece subjacente.

Conclusão

O que fornece significado ao trabalho é o propósito pelo qual ele é executado. É individual e intransferível, sendo, portanto, claramente específico para cada ser humano. O que diferencia uma simples atividade do trabalho em si é a razão de sua realização. O trabalho deve preencher um porquê, uma finalidade e um valor (ANGERS, 1998, on line). A razão pela qual executamos algo está vinculada a quem somos e como estamos no mundo: como nos sentimos a respeito de nós mesmos, e de que forma aquilo que fazemos impacta no mundo. O trabalho tem em si um valor intrínseco. Não é necessário que o produto seja "útil" ou "prático". A arte é também trabalho porque expressa seu criador, interfere no ambiente e é automotivada. O que o sujeito faz expressa o que ele é no mundo, definindo-o parcialmente - levando em conta que a realização não se determina somente a partir do trabalho. A ação com significado possibilita o respeito para consigo mesmo e para com o outro, e sentimentos como esperança, dignidade, mutualidade e oportunidade de acesso a outras áreas.
Em 1990, o American Psychologist publicou que o The National Institute for Ocupational Safety and Health (NIOSH), nos EUA, reconhece as desordens psicológicas ocupacionais como um problema prioritário. Dentre os fatores determinantes desta situação está sem dúvida a questão do significado, pois é ele quem diferencia o trabalho compulsório daquele natural e agradável. Esta parece ser uma idéia atemporal, que independe de cultura, nível social ou local.
De acordo com BONSUCESSO (1997, p.16), ao atribuir valor a seu fazer profissional, o indivíduo leva em conta:
• opção pessoal - a escolha da profissão (por vezes compulsória);
• montante de esforço físico e intelectual;
• monotonia ou variação;
• relação entre o que faz e o todo;
• possibilidade de criação e auto-realização;
• status na organização e na sociedade;
• nível de remuneração.

O vínculo se dá a partir do momento em que o trabalho mostra relação com as expectativas, interesses pessoais, e perspectivas de crescimento pessoal e profissional. O nível de comprometimento, e porquanto da qualidade do produto, estão diretamente afetados pelo sentido que faz na vida do sujeito o objeto de seu trabalho.
O fato de que a maioria dos trabalhadores hoje não consegue visualizar sentido em seu trabalho, não significa que a simples sobrevivência basta. O indivíduo deixa para "viver a vida" fora do contexto ocupacional, indicando que o vazio precisa ser preenchido de alguma forma. Defronta-se com conflitos como: não dever esperar do trabalho mais do que ele lhe pode oferecer, pois é apenas uma parte da vida, ao mesmo tempo em que se obriga a ter que se dedicar cada vez mais a ele, em tempo e energia. O desequilíbrio ocasionado pelo peso maior colocado neste papel traz conseqüências pessoais e sociais, atingindo diretamente a qualidade de vida pessoal, familiar e comunitária. Em última instância, o próprio trabalho tende a ser prejudicado porque é mantido a partir de um superfuncionamento, em detrimento do subfuncionamento dos aspectos pessoais do indivíduo. A repercussão, seja em nível técnico, seja em nível interpessoal, é inevitável.
A crise atual de valores, as buscas de respostas mágicas, a corrida ao misticismo, a procura do significado da vida, por vezes de formas tão tortuosas, demonstram claramente que anseios profundos do ser humano têm sido amplamente desconsiderados pela sociedade atual. Longe de reduzir a problemática humana às questões do trabalho, não se pode, entretanto, negar que é basicamente a partir dele que o homem se expressa e sobrevive. O espaço que o trabalho ocupa na vida de qualquer ser humano produtivo é imensamente maior do que o de subsistência pura e simples. Quer a ele seja agregado prazer ou desprazer, jamais passa desapercebido. Ou é uma carga a ser angustiadamente carregada, ou um meio de se atingir uma meta maior, parte de um objetivo de vida.

Referências bibliográficas

ANGERS, Marc. Work and meaning.: ICCD Webmasters Team, 1998. Internet

BOM SUCESSO, Edina de Paula. Trabalho e qualidade de vida . Rio de Janeiro : Qualitymark / Dunya, 1997.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo : Cultrix, 1996.

O ponto de mutação : a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo : Cultrix, 1996.

DAVEL, Eduardo. Recursos humanos e subjetividade. Rio de Janeiro : Vozes, 1997.

ERICKSON, Erick H. Infância e sociedade. Rio de Janeiro : Zahar 1976.

FROMM, Erich. Ser ou ter? 4. ed. Rio de Janeiro : Guanabara, 1987.

INGENIEROS, José. O homem medíocre. Curitiba : Chain, 1998.

MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal : treinamento em grupo. Rio de Janeiro : José Olympio, 1997.

ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. Lisboa : Moraes, 1961.

SENGE, Peter. A Quinta disciplina : caderno de campo. Rio de Janeiro : Qualitymark, 1997.

A empresa do ano 2000. HSM Management, Rio de Janeiro, v. 1, n. 3 - 4, p.38 - 46, 1997.

Capítulo extraído da monografia Pessoas e organizações: uma parceria para o crescimento, apresentado como conclusão do Curso de Especialização em Psicologia Organizacional e do Trabalho para a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em dezembro de 1998.

Autoras

Susan Regina Raittz Cavallet ,
administradora pela FUOC, especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho pela PUC-PR, consultora em desenvolvimento pessoal e organizacional

Cristiane Denardi,
psicóloga pela Universidade Tuiuti, especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho pela PUC-PR, consultora autônoma

Edenir Cristina Dirken,
psicóloga pela UFPR, especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho pela PUC-PR, consultora pelo Senac

Maria Elizabeth Nickel Haro,
psicóloga pela PUC-PR, psicoterapeuta sistêmica – clínica comportamental, formação em psicodrama e terapia comporta-mental, especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho pela PUC-PR, consultora em desenvolvimento pessoal e organizacional – Interpess Assessoria.
http://www.sanepar.com.br/sanepar/sanare/v11/Significado/Significado1/significado1.html

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Mais do mesmo: Belo Monte

Senhoras, senhores e simpatizantes coloridos.

Sei que é mais do mesmo, porém, diante da problemática, este assunto é merecedor de atenção.





Lembro, ainda na faculdade, DEZENAS de professores afirmarem que uma obra do porte de Itaipu, nos dias de hoje, nunca seria aprovada pelos orgãos ambientais. POis bem, devido a intervenções políticas não é isto o que está ocorrendo:



O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar
a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um
completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do
Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e
expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão
lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para
começar as obras em poucas semanas.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a
concessão da licença – ou, se nós nos manifestarmos urgentemente,
poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a
oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco
tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta
em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar
Belo Monte – ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos
150.000 assinaturas:

http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/97.php

Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a
primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu
antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano
passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do
Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está
demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as
obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém,
em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima
das proteções ambientais legais – ao menos não sem comprarem uma
briga.

A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar
centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000
pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem
do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão
economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão
e financiamento público para pagar a maior parte do investimento.
Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a
menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da
seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá
suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia
muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência
energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência
poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se
beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de
poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que
contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um
***mero suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas
vozes e nos mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro
das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será
aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte
antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma
no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para
ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte, assine agora:

http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/97.php

Fontes:

Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/

Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem
técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html

Entenda o problema de Belo Monte:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/20/entenda-polemica-envolvendo-usina-de-belo-monte-916397071.asp

Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E

Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php

Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão
sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica

Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de 'sentença de
morte do Xingu':
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377.asp

Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm

Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf

PS1:



































PS2: Adida sobre Itaipu:



PS3: Cronologia e Belo Monte, foco para o ano de 2002 e a posição de nosso ex-presidente quando era candidato à presidência.

1975
Iniciado os Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu[9]

1980
A Eletronorte começa a fazer estudos de viabilidade técnica e econômica do chamado Complexo Hidrelétrico de Altamira, formado pelas usinas de Babaquara e Kararaô[9]

1989
Durante o 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, realizado em fevereiro em Altamira (PA), a índia Tuíra, em sinal de protesto, levanta-se da plateia e encosta a lâmina de seu facão no rosto do presidente da Eletronorte, José Antonio Muniz, que fala sobre a construção da usina Kararaô (atual Belo Monte). A cena é reproduzida em jornais e torna-se histórica. O encontro teve a presença do cantor Sting. O nome Kararaô foi alterado para Belo Monte em sinal de respeito aos índios[9]

1994
O projeto é remodelado para tentar agradar ambientalistas e investidores estrangeiros. Uma das mudanças preserva a Área Indígena Paquiçamba de inundação[9]

2001
Divulgado um plano de emergência de US$ 30 bilhões para aumentar a oferta de energia no país, o que inclui a construção de 15 usinas hidrelétricas, entre elas Belo Monte. A Justiça Federal determina a suspensão dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) da usina[9]

2002
Contratada uma consultoria para definir a forma de venda do projeto de Belo Monte.[9] O presidente Fernando Henrique Cardoso critica ambientalistas e diz que a oposição à construção de usinas hidrelétricas atrapalha o País. O candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva lança um documento intitulado O Lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil, que cita Belo Monte e especifica que "a matriz energética brasileira, que se apoia basicamente na hidroeletricidade, com megaobras de represamento de rios, tem afetado a Bacia Amazônica".[9].

2006
O processo de análise do empreendimento é suspenso e impede que os estudos sobre os impactos ambientais da hidrelétrica prossigam até que os índios afetados pela obra fossem ouvidos pelo Congresso Nacional[9]

2007
Durante o Encontro Xingu para Sempre, índios entram em confronto com o responsável pelos estudos ambientais da hidrelétrica, Paulo Fernando Rezende, que fica ferido, com um corte no braço. Após o evento, o movimento elabora e divulga a Carta Xingu Vivo para Sempre, que especifica as ameaças ao Rio Xingu e apresenta um projeto de desenvolvimento para a região e exige sua implementação das autoridades públicas. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, autoriza a participação das empreiteiras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez nos estudos de impacto ambiental da usina.[9]

2009
A Justiça Federal suspende licenciamento e determina novas audiências para Belo Monte, conforme pedido do Ministério Público. O Ibama volta a analisar o projeto e o governo depende do licenciamento ambiental para poder realizar o leilão de concessão do projeto da hidrelétrica, previsto para 21 de dezembro. O secretário do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, propõe que o leilão seja adiado para janeiro de 2010[9]

2010
A licença é publicada em 1º de fevereiro e o governo marca o leilão para 20 de abril

terça-feira, janeiro 11, 2011

“O líder ensina pelas costas”

Meus amigos, apresento-vos uma entrevista legal colhida no PDH:

Na semana passada, em uma breve entrevista para o pessoal do Nós da Comunicação, Lama Padma Samten (que palestrou no TEDx Amazônia) comenta sobre a construção do líder.

No fim do vídeo, ele fala sobre seis sabedorias que também descreveu no palco flutuante lá na Amazônia.



Destaco algumas falas:

“As crianças copiam os movimentos dos pais, não suas palavras. O líder deveria ensinar especialmente com o movimento.”

“Ele vê não apenas a configuração aparente das coisas, mas as diferentes visões que diferentes seres têm.”

“Os melhores grupos são aqueles que tem uma proposta clara, no qual um número maior de pessoas é capaz de sonhar sobre aquilo. Com o o grupo sonhando, quando as figuras principais, o grupo segue, não tem propriamente um percalço.”

“Quando os grupos tocam coisas mais profundas de nossa mente, de nosso coração, da realidade, eles mais facilmente podem gerar processos coletivos de reflexão. Esse grupo que pauta sonhos e direções se torna um líder. Esse grupo se torna um líder. Os líderes carismáticos são necessários quando não temos um propósito muito claro.”

“A capacidade de criação nunca entra em crise, o que entra em crise é o que foi criado.”

E as seis sabedorias (de modo resumido, claro):

1. Não se queixar do que está acontecendo.

2. Entender os outros seres a partir de seus próprios mundos e referenciais, não a partir dos nossos.

3. Viver a partir da felicidade, da energia extra que surge quando efetivamente trazemos benefício aos outros.

4. Não desperdiçar o tempo, não se engajar em coisas inúteis.

5. Evitar trazer sofrimento aos outros seres e aprender a absorver as negatividades quando elas surgem sobre nós.

6. Reconhecer nossa natureza livre em meio aos jogos e mundos que nascem e cessam.

Gustavo Gitti
http://papodehomem.com.br/o-lider-ensina-pelas-costas/

Até mais ver

Palilo

Tema Semanal

Bom dia/tarde/noite

Como o Itagiba não se pronunciou acho que,novamente, é meu o tema semanal.

Então, sem mais delongas:

Roquenrol Bim-Bom

Bim-bom bim-bom ... ... ... ... ...


Um roquenrol, obladi,
bem roquenrol, obladá, (bis)
balada e soul, obladi,
tal como eu sou, obladá.

Vai passando nos quintais
e os velhos casais
dançando no salão
cantam seu refrão.


Um roquenrol
um daqueles tais
velho até demais
que o tempo enferrujou
e o terno desbotou.
Um roquenrol vapor de Cachoeira
não navega mais no mar
ô marinheira, o jeito casar.


Um pouco de Tom Zé

Seu nome de batismo do cantor, compositor e arranjador baiano é Antônio José Santana Martins. É considerado uma das figuras mais originais da música brasileira.

Participou ativamente da Tropicália nos anos 60. Passou a década de 1970 e 1980 avançando ainda mais seu pop experimental em álbuns relativamente herméticos, sem atrair a atenção do grande público. No final dos anos 1980, é “descoberto” pelo músico David Byrne (ex-Talking Heads), em uma visita ao Rio de Janeiro, que lança sua obra nos Estados Unidos, para grande sucesso de crítica.

Lentamente sua carreira se recuperou e Tom Zé passou a atrair platéias da Europa, Estados Unidos e Brasil, especialmente após o lançamento do álbum Com Defeito de Fabricação, em 1998 (eleito um dos dez melhores álbuns do ano pelo The New York Times).



Somos um povo infeliz, bombardeado pela felicidade.

0 sorriso deve ser muito velho, apenas ganhou novas atribuições.

Hoje, industrializado, procurado, fotografado, caro (às vezes), o sorriso vende. Vende creme dental, passagens, analgésicos, fraldas, etc. E como a realidade sempre se confundiu com os gestos, a televisão prova diariamente, que ninguém mais pode ser infeliz.

Entretanto, quando os sorrisos descuidam, os noticiários mostram muita miséria.

Enfim, somos um povo infeliz, bombardeado pela felicidade.(As vezes por outras coisas também).

É que o cordeiro, de Deus convive com os pecados do mundo. E até já ganhou uma condecoração.

Resta o catecismo, e nós todos perdidos.

Os inocentes ainda não descobriram que se conseguiu apaziguar Cristo com os previlégios. (Naturalmente Cristo não foi consultado).

Adormecemos em berço esplêndido e acordamos cremedentalizados, tergalizados, yêyêlizados, sambatizados e miss-ificados pela nossa própria máquina deteriorada de pensar.

"-Você é compositor de música "jovem" ou de música "Brasileira"?"

A alternativa é falsa para quem não aceita a juventude contraposta à brasilidade.. (Não interessa a conotação que emprestam à primeira palavra).

Eu sou a fúria quatrocentona de uma decadência perfumada com boas maneiras e não quero amarrar minha obra num passado de laço de fita com boemias seresteiras.

Pois é que quando eu abri os olhos e vi, tive muito medo: pensei que todos iriam corar de vergonha, numa danação dilacerante.

Qual nada. A hipocrisia (é com z?) já havia atingido a indiferença divina da anestesia...

E assistindo a tudo da sacada dos palacetes, o espelho mentiroso de mil olhos de múmias embalsamadas, que procurava retratar-me como um delinqüente.

Aqui, nesta sobremesa de preto pastel recheado com versos musicados e venenosos, eu lhes devolvo a imagem.

Providenciem escudos, bandeiras, tranqüilizantes, anti-ácidos, antifiséticos e reguladores intestinais. Amem.

TOM ZÉ .



P.S.

Nobili, Bernardo, Corisco, João Araújo, Shapiro, Satoru, Gauss, Os Versáteis, Os Brazões, Guilherme Araújo, O Quartetão, Sandino e Cozzela, (todos de avental) fizeram este pastel comigo.


http://www.tomze.com.br/index.php

A+V

Palilo

sábado, janeiro 08, 2011

Quem se lembra?



Bom dia/tarde/noite.

Quem se lembra quando Marty McFly chegou ao futuro no seu Delorean??

POis bem, foi ano passado, dia 06/07.

Carros voavam, skates flutuavam e os adolescentes andavam com os bolsos para fora.



Até mais ver

Palilo

quinta-feira, dezembro 16, 2010

*.wwf

Bom dia/tarde/noite

Tá ai uma que gostei. Na verdade sempre gostei do wwf.

Agora o Panda, numa campanha em prol da preservação das árvores, lança um arquivo no formato wwf, qual você não pode imprimir.

Ótimo para frenar o consumo excessivo e sem necessidade de papeis e seu consequente impacto ambiental.

Quando será que estará disponivel para windows?





Até mais ver

http://vivoverde.com.br/wwf-cria-um-formato-de-arquivo-que-nao-pode-ser-impresso/

sábado, dezembro 04, 2010

Tema Semanal

Senhoras, senhores e coloridos admiradores da família restart.

Muito boa tarde maluquinhos, aparvalhados, taradinhos e apiolhados em geral. Eis que volta ao ar o Tema Semanal Ltda,BEEEM limitado.

E, para retornar com pé direito, eis que iniciamos com um clássico:

Immigrant Song
Led Zeppelin
Composição: Jimmy Page / Robert Plant
Aaaaah
Aaaaah
We come from the land
Of the ice and snow
From the midnight sun
Where the hot springs blow
The hammer of the gods
Will drive our ships to new lands
To fight the horde, singing and crying
Valhalla, I am coming
On we sweep
With threshing oar
Our only goal
Will be the westernshore
Aaaaah
Aaaaah
We come from the land
Of the ice and snow
From the midnight sun
Where the hot springs blow
How soft your fields so green
Can whisper tales of gore
Of how we calmed the tides of war
We are your overlords
On we sweep
With threshing oar
Our only goal
Will be the westernshore
So now you'd better stop
And rebuild all your ruins
For peace and trust can win the day
Despite of all you're losing
Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Uh, uh, uh
Uh, uh, uh

Canção Do Imigrante
Aaaaah
Aaaaah

Nós viemos da terra
Do gelo e da neve
Do sol da meia-noite
Onde as fontes quentes explodem

O martelo dos deuses vai guiar
Nossos barcos para novas terras
Para combater a horda, cantar e chorar
Valhalla, eu estou indo

Avante nós vamos
Com remos surrando
Nosso único objetivo
Será a costa oeste

Aaaaah
Aaaaah

Nós viemos da terra
Do gelo e da neve
Do sol da meia-noite
Onde as fontes quentes explodem

Como são macios e tão verdes seus campos
Podem murmurar contos de matança
De como nós acalmamos as ondas da guerra
Nós somos seus comandantes

Avante nós vamos
Com remos surrando
Nosso único objetivo
Será a costa oeste

Então é melhor você parar
E reconstruir suas ruínas
Por paz e confiança pode-se ganhar o dia
Apesar de todas suas perdas

Uh, uh uh
Uh, uh uh
Uh, uh uh
Uh, uh uh

Créditos à Rádio Matraca http://www.radio.usp.br/programa.php?id=20 , Ao Poneis que colocará essa música e à Pati amor meu grande amor!!


Até mais ver

sábado, maio 22, 2010

sábado, novembro 07, 2009

Bom dia!!!

Meus amigos, bom dia/tarde/noite!

100 posts até o fim do ano? Quem foi que propôs essa meta...

Enfim, segue minha colaboração 'quantitativiana'.

Sim Poneis, outras colaborações hão de vir, espero..

Até mais ver.

Palilo

sábado, agosto 01, 2009

Holla

Bom dia/tarde/noite!!

Como vão todos meus amigos?

A priori, peço-lhes desculpas pelo meu afastamento do blog, porém informo que a possibilidade de isso não mais ocorrer é dificil. Aproveito para dar boas vindas aos novos parceiros deste blog, sintam-se em casa mesmo se este não tiver muita utilidade para vocês.
Agora, aproveitando este belo sábado de reminiscências, falemos de algo legal, tipo o fato de Mogi Mirim ter seu primeiro cidadão morto devido à gripe suína. Mas, com uma visão global, porque dá-se tanta importância à uma efermidade que matou apenas 250 pessoas até agora no mundo contra 1/2 milhão que morrem anualmente devido à gripe normal? Não querendo desvalorizar a efermidade em questão, porém, se tivessem dando tanta importância a matéria, a patente da empresa norte-americana Gilead Sciences já teria sido quebrada, não? Tambem lembro que o principal acionista da empresa é o secretário de defesa do G.W. Bush cujo nome não lembro-me, alguma relação de interesses?

Enfim, sem mais desvaneios, o que eu realmente iria escrever aqui também trata-se de política, um projeto de lei que recebi via mail

PLS - Projeto de lei do Senado, nº480 de 2007

Indexação: FIXAÇÃO, OBRIGATORIEDADE, AGENTE PÚBLICO, OCUPANTE, CARGO ELETIVO, EXECUTIVO, LEGISLATIVO, REPÚBLICA FEDERATIVA, ESTADOS, (DF), MUNICÍPIOS, MATRÍCULA, FILHOS, DEPENDENTE, ESCOLA PÚBLICA, EDUCAÇÃO BÁSICA, ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO DE PRIMEIRO GRAU, DEFINIÇÃO, PRAZO MÁXIMO, APLICAÇÃO, NORMAS.
Ao meu ver é um tiro na cabeça dos nossos membros do legislativo, gostaria de saber a opinião de quem quiser opinar.

Bom fim de semana a todos, condecorações e até mais ver.

PS: Usem sempre filtro solar

PPS: Sim Poneis, concordo quando vc dirá que é muito texto com poucas, quer dizer, nenhuma imagem.

Abçs

Palilo

Adida:

domingo, junho 21, 2009

O Caso dos dez Negrinhos


Sejamos sinceros. Maio foi um mês bem pobre... e junho esta a beira de ser pior. Não que isso seja assim lá uma crise, veja bem estamos atualmente na margem das 10 mil visitas (embora eu ache o nosso contador meio suspeito e o fato de que blogueiros de verdade almejam sim os 1ook). Se eu fosse mais esforçado isso não estaria acontecendo...


Um oferecimento do Sr. Palilo...

Adriana Partimpim - Lig Lig Lé


lig-lig-lig-lé
lig-lig-lig-lé

lá vem o seu china
na ponta do pé
lig-lig-lig-lig-lig-lig-lé
dez tões, vinte pratos,
banana e café
lig-lig lig-lig lig -lig-lé

chinês,
come somente uma vez por mês
não vai mais a shangai buscar a "butterfly"
aqui
com a morena fez a sua fé
lig-lig-lig-lé

Bom é isso... Se eu superar a preguiça aguardem uma série de posts bem curtos...

Feliz 1º dia de inverno!

Até mais ver
mr.poneis

Ps.: Nada de interessante pra escrever aqui...

terça-feira, abril 21, 2009

10 regras para abordar os movimentos sociais

Retomando: Bom dia/tarde/noite

Para o pessoal que acredita que os comunistas são comedores de criancinhas

Edição 530 de 24/3/2009
www.observatoriodai mprensa.com. br
URL do artigo: www.observatoriodai mprensa.com. br

MANUAL DE REDAÇÃO
10 regras para abordar os movimentos sociais

Osvaldo da Costa

Convenções básicas (quem não cumprir está sujeito à demissão):

1. Toda ocupação de terra deve ser chamada de invasão

Ao invés de usar o termo adotado pelos movimentos sociais, "ocupação" - manifestação de pressão para o cumprimento da Constituição pelo Estado e denúncia da existência de latifúndios - é mais eficiente para o objetivo de defesa do princípio da propriedade privada a utilização da palavra invasão - tomar para si pela força algo que não lhe pertence.

Dessa maneira, implicitamente estamos dizendo que discordamos dessa prática, a consideramos ilegal e conseguimos gerar a sensação de pânico generalizado em todos os donos de propriedade, sejam elas rurais e produtivas, ou mesmo propriedades urbanas.

Observação: essa regra não é generalizável. Para os casos em que os Estados Unidos invadem países, destroem a infra-estrutura e matam a população, deve-se utilizar o termo ocupação.

Tons sensacionalistas e fatalistas

2. Regra do efeito dominó: fale só do maior para bater em todos

O acordo da grande imprensa é manter somente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na pauta dos noticiários e evitar, sempre que possível, falar da existência de outros movimentos sociais. Para isso, quando se tratar de movimentos do campo, basta usar sempre a expressão genérica "movimento dos sem terra", ou falar dos "sem terra", sem mais detalhes.

Se a pauta exigir o detalhamento do movimento, recomenda-se associá-lo sempre ao alvo principal, com expressões como "movimento dissidente do MST".

Essa regra ainda colabora para a desunião entre os movimentos, pois os menores se incomodam pela invisibilidade e pelo fato de terem suas ações relacionadas sempre ao MST.

3. Reforma agrária deve ser tratada como questão de polícia

Movimentos sociais e reforma agrária devem, sempre que possível, ser tratados na página policial, no caso de jornais impressos, e no bloco do crime e dos desastres, no caso dos telejornais.

Caso não seja possível enquadrá-los na seção policial ou em espaço próximo, use títulos para editorias que lembrem o belicismo, como "campo minado". Não importa o que diga sua matéria, os títulos devem falar por ela, mesmo que não tenham relação com o conteúdo. Use tons sensacionalistas e fatalistas.

Relação com terroristas ou guerrilheiros

4. Nunca divulgue os artigos progressistas da Constituição Federal

Os artigos da Constituição Federal que tratam da função social da terra, que integram o código agrário - 184 a 191 - nunca devem ser mencionados em reportagens sobre os movimentos sociais, para evitar a compreensão de que a ação de invasão de terras pode ter algum respaldo legal.

É sempre recomendável lembrar da lei de Segurança Nacional e da necessidade de uma legislação contra o terrorismo no Brasil. O termo "Estado de Direito" é ideal para isso. Considere qualquer manifestação uma afronta ao Estado de Direito, mesmo que ele seja apenas o direito do Estado.

Se falar do Estado de Direito e suprimir os artigos progressistas da Constituição não for suficiente, convém colocar as reportagens próximas à cobertura de ações terroristas ou levantar a suspeita de que há relação do movimento social com uma organização terrorista ou guerrilheira estrangeira.

Qualquer um pode ser "especialista"

Conjunto de regras para serem selecionadas e aplicadas conforme a conjuntura exigir:

5. Levante a bola para o oportunista de plantão

Não é verdade que o papel da imprensa é apurar a verdade dos fatos. Todo aspirante deve saber que a imprensa tem poder para gerar os fatos.

Além disso, apurar fatos implica em sair da sua cadeira e nem todos eles podem ser apurados por telefone. Basta fazer uma reportagem suspeitando de algo e procurar um oportunista que queira protagonizar a indignação pública para a suspeita ganhar dimensão de notícia.

Sempre há alguém à disposição esperando para se deslumbrar com as luzes dos holofotes. O exemplo bem sucedido mais recente foi o caso da requentada pauta da suspeita da legalidade do financiamento público para cooperativas da reforma agrária, em que o presidente do Superior Tribunal Federal (STF) desempenhou o papel de porta-voz da bancada ruralista, dando respaldo para a suspeita e, de quebra, aproveitando para atacar o governo federal.

Se não houver ninguém do Judiciário ou algum deputado, não importa, qualquer um, sem nunca ter ido a um assentamento ou acampamento, pode ser transformado em "especialista" em questão agrária: sociólogos, filósofos e até jornalistas.

Técnica se fez passar por pesquisadora

6. Nem sempre devemos apurar os dois lados da notícia

Quando já conseguimos incutir um pré-julgamento na opinião pública sobre o caráter marginal das ações dos movimentos sociais, podemos reforçar essa opinião entrevistando somente o lado agredido pelas ações, as vítimas dos movimentos. Fica implícita a informação de que, como os integrantes dos movimentos são foras da lei, quem deve escutá-los é a polícia e o poder judiciário. Se ainda assim tiver que ouvi-los, seja breve e descontextualize a frase.

7. Não deve existir noção de historicidade, nem de causa e conseqüência em nossas reportagens

Não abordar as razões da ação dos movimentos sociais, evitar a divulgação da nota à imprensa. Não importa há quanto tempo as famílias estejam acampadas, que promessas foram feitas pelo governo, se a terra é do banqueiro que saqueou os cofres públicos ou do coronel que vive do trabalho escravo. Se detenha nas conseqüências da ação.

8. Dramatização da repercussão das ações dos movimentos sociais

Retire o foco das motivações estruturais e causas históricas e centre a abordagem nas conseqüências para os indivíduos donos ou empregados das propriedades invadidas ou atacadas.

** Fale do prejuízo econômico para o proprietário, e se possível faça uma entrevista com o mesmo ou com um familiar próximo para mostrar a comoção da família diante do ataque bárbaro. É importante mostrar o estado de choque emocional e o ideal é que a pessoa esteja chorando.

** Surte grande efeito a entrevista com trabalhadores da fazenda ou da empresa. O maior exemplo é o caso da ação no horto da multinacional Aracruz no Rio Grande do Sul, em que uma técnica de laboratório se fez passar por pesquisadora e, em prantos (!), afirmou que a destruição das mudas de eucalipto acabou com mais de vinte anos pesquisa.

Bater sempre nas mesmas teclas

Nesse caso, as reportagens conseguiram colocar os movimentos sociais como contrários à ciência e ao desenvolvimento tecnológico, evitando a pauta concreta da ação, que se centrava na expansão ilegal das terras da empresa e na depredação da natureza com o monocultivo de eucalipto.

9. Campanha de desmoralização permanente dos movimentos sociais

É sempre bom manter semanalmente pautas de desgaste aos movimentos sociais, mesmo que não haja uma ação que renda manchete. Nesses casos, a regra é trabalhar com associação, encaixando uma reportagem que fale sobre um movimento após ou entre matérias que falem, por exemplo, de casos de corrupção no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), venda de terra e desmatamento em assentamentos da Amazônia Legal etc.

Bata nas mesmas teclas, insista nas mesmas teses permanentemente, mesmo que elas já tenham sido usadas antes. Insista, por exemplo, que o MST irá romper com o governo Lula desta vez, mesmo que o movimento afirme e demonstre desde o primeiro dia de governo que nunca esteve atrelado.

"Não são pessoas, são sombras"

E quando não for possível tomar como alvo os movimentos sociais, vale mirar nas bandeiras de luta deles, alegando estarem ultrapassadas, deslegitimando- as como parte da solução atual para os problemas do país. Nesse caso, pode-se até reconhecer o valor histórico que bandeiras como reforma agrária cumpriram no Brasil e em outros países, mas deve-se usar essa manobra apenas para recusar essas propostas no presente.

10. É fundamental saber manipular a dimensão subjetiva do telespectador ou do leitor

Não é apenas com a manipulação dos fatos e com a edição das entrevistas que podemos influenciar na interpretação que os nossos consumidores farão. Na TV, a expressão facial e o tom de voz dos repórteres, dos comentaristas e, sobretudo, dos âncoras, é determinante. A adoção do semblante sério e do tom de voz grave deve indicar a importância do tema.

Além da performance dos jornalistas como atores, é recomendável que o pano de fundo do cenário também traga imagens que gerem medo e desconfiança. O exemplo do Jornal Nacional é o mais ilustrativo: para falar da reforma agrária e dos movimentos que lutam por ela, aparece uma cerca rompida e três vultos disformes - "afinal não são pessoas, são sombras" -, empunhando ferramentas de trabalho como se fossem armas, numa ação de invasão da propriedade (e da casa do espectador).


Até mais ver, vida longa ao blues e usem sempre filtro solar.
palilo